Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na detenção de 13 indivíduos e na apreensão de armamento, incluindo dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, nesta quinta-feira (13). O confronto com a facção criminosa Comando Vermelho (CV) deixou quatro pessoas mortas.
Entre os detidos, um suspeito foi identificado como possível autor do assassinato do policial Marco Antônio Matheus Maia, ocorrido em dezembro de 2024, na comunidade do Quitungo. O preso, André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho, estava armado com um fuzil automático AR-10.
Objetivos da operação
Conforme informaram as autoridades, a operação teve como metas principais desarticular o Comando Vermelho, combater delitos como roubo de veículos e cargas, realizar apreensões de armas e drogas, e retirar bloqueios empilhados por traficantes nas comunidades.
Dentre as ações, foram removidas 10 toneladas de concreto usadas como barricadas nas áreas de Quitungo e Guaporé, localizadas na zona norte da cidade.
A operação se estendeu por diversas localidades, incluindo São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados, abrangendo a região conhecida como Baixada Fluminense.
A coordenação das forças de segurança ocorreu um dia após o incidente em que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, durante um tiroteio entre policiais e bandidos.
Uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Fogo Cruzado revelou que a fonoaudióloga foi a milésima vítima de disparos na área metropolitana do Rio em 2026. Até 12 de agosto, o levantamento indicou que 537 pessoas perderam a vida e 463 ficaram feridas em decorrência de tiroteios na região.
Fonte: Agência Brasil/EBC








