Durante o empate entre Corinthians e Rosario Central, o goleiro Hugo Souza informou ao árbitro que estava sendo vítima de ofensas raciais. Ao mesmo tempo, o protocolo antirracismo foi acionado pela arbitragem.
Após isso, Ángel Di María pediu para que os torcedores parassem, e a locução do estádio sinalizou a necessidade de parar com as ofensas. Esse é o primeiro estágio do protocolo antirracista. Esse protocolo tem outros dois estágios, com o terceiro sendo a suspensão da partida. Todavia, não chegou a esse caso.
Hugo Souza comentou sobre o caso à ESPN. Segundo ele, foi chamado de “macaco” e “negro de merda”
Infelizmente, toda vez que a gente vem jogar aqui, é assim. É durante o jogo inteiro, parece algo comum, parece uma coisa comum, mas não pode ser. É o jogo todo chamando de macaco, mono, negro de m****. É uma coisa que acontece frequentemente aqui na Argentina.A única coisa que eu posso fazer é comunicar ao juiz, falar, porque, infelizmente, é um acontecimento que ocorre com frequência aqui. O que a gente tem que fazer é tentar manter a cabeça no jogo e torcer para que isso um dia mude.
Após a saída dos jogadores do gramado, na zona mista, Hugo Souza agradeceu aos jogadores do Rosario Central, que, segundo ele, não participaram das ofensas e ainda pediram para que parasse. O arqueiro alvinegro disse que as manifestações vieram apenas das arquibancadas.
Nem a CONMEBOL, nem o Rosario Central se manifestaram sobre o ocorrido.







