A busca por justiça e a preservação da memória de Mãe Bernadete continuam a mobilizar familiares, amigos e defensores dos direitos humanos, três anos após o cruel assassinato da líder quilombola.
A ativista perdeu a vida em um ato de violência brutal, sendo atingida por 25 disparos, a maioria direcionada ao seu rosto, enquanto estava em sua residência no bairro de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA).
Eventos em Lembrança
Em homenagem, uma missa ocorrerá na próxima segunda-feira (17), no Santuário do Senhor do Bonfim, em Salvador (BA), às 9h.
Wellington Pacífico, neto de Mãe Bernadete, refletiu sobre a herança deixada pela avó, afirmando: “Apesar das dificuldades enfrentadas em diversas comunidades quilombolas, estamos fazendo um trabalho significativo para manter seu legado vivo”.


Traumas Duradouros
Na fatídica noite da morte de Bernadete, Wellington, juntamente com duas crianças da família, estava na casa. Para ele, essa perda representa um luto profundo que ainda não foi curado, visto que também perdeu seu pai, Flávio Pacífico (Binho), em 2017, em outra tragédia.
“Feridas como essas nunca se fecham. É uma dor imensa perder minha avó e pai, especialmente vivendo em um contexto de impunidade,” diz Wellington.
Ele recorda que a avó lutava por justiça pela morte de Binho e acredita que transformar tristeza em ação é fundamental:








