A descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, promete transformações ante a perfuração realizada pela Petrobras, conforme anunciado na última segunda-feira (17). A estatal agora se prepara para finalizar a perfuração e proceder com análises para estimar o volume extraído, além de avaliar a viabilidade para uma possível exploração comercial.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a perfuração atingiu a profundidade de cerca de 3 mil metros em água e mais 3 mil metros de rocha. Para alcançar o fundo do poço, há cerca de mil metros restantes a serem perfurados.
“Essa descoberta é resultado de anos de trabalho, tecnologia avançada e investimentos significativos, revelando até agora um potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, especialmente no litoral do Amapá,” afirmou Magda durante uma visita ao Oiapoque.
Localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e a cerca de 500 quilômetros da Foz do Amazonas, o poço Morpho encontra-se em uma lâmina d’água de 2.886 metros.
Conforme Magda, ainda não é possível determinar o volume de petróleo encontrado nem o potencial de produção da área, com a expectativa de que a perfuração seja concluída em um intervalo de 15 a 20 dias.
Desde o início da atual jornada exploratória em agosto do ano passado, a Petrobras investiu cerca de US$ 3 bilhões na região. A presidente informou que as operações atuais possuem um custo diário em torno de US$ 1 milhão.
Contudo, a descoberta em si não garante a existência de uma reserva comercialmente explorável. Após a conclusão da perfuração, serão necessários estudos detalhados para avaliar o volume, as características do reservatório e a viabilidade econômica para uma eventual produção.
Próximas Etapas
Magda Chambriard ressaltou que essa descoberta reforça as expectativas da Petrobras em relação ao potencial da Margem Equatorial. Ela indicou que as atividades na região continuarão.
“Se tudo correr conforme o planejado, temos a capacidade de produzir em uma área que pode contribuir significativamente para a recuperação das reservas da Petrobras e do Brasil”, declarou.
A presidente também mencionou que a Petrobras tem outros poços programados para a região e que já protocolou pedidos de licenciamento ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para novas perfurações na Margem Equatorial.
A Petrobras opera o bloco BM-FZA-59, detendo 100% de sua participação. Esse bloco foi adquirido durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2013, sob o regime de concessão.
Transição Energética
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a relevância dessa descoberta para o futuro da produção de petróleo no Brasil. No entanto, ele assegurou que isso não mudará a estratégia do país em investir em fontes de energia renováveis. “O Brasil continuará sendo referência na inovação dos biocombustíveis e manterá um grande foco nas energias renováveis”, afirmou Lula.
Segundo Lula, o Brasil deve seguir investindo em biocombustíveis e outras fontes de energia renovável, ao mesmo tempo em que explora o potencial de novas áreas para a produção de petróleo.
Fonte: Agência Brasil/EBC







