As consequências da brutalidade envolvida na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, continuam a reverberar no Rio de Janeiro. A Justiça decidiu manter sob custódia os seguranças identificados como Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias. Ambos são investigados pelo espancamento fatal ocorrido no dia 11 de agosto, em Copacabana, onde o ciclista foi confundido com um ladrão.
Durante uma audiência de custódia realizada no último sábado (22), o juiz Rafael de Almeida Rezende reiterou que os mandados de prisão continuam válidos. Segundo o magistrado, não foram apresentadas mudanças que justificassem a revogação das prisões temporárias.
O juiz afirmou: “Não há notícias de alteração nas decisões que fundamentaram a detenção dos acusados, mantidas as razões que levaram a estas prisões.”
Desdobramentos e informações adicionais
O advogado de Davi solicitou o sigilo de informações sensíveis, mas essa solicitação foi negada pelo juiz, que apontou a ausência de dados que justificassem tal pedido. Vale lembrar que o próprio segurança não conseguiu fornecer informações atualizadas sobre seu endereço e telefone.
Cláudio, natural de Botafogo, foi agredido na Rua Felipe de Oliveira, logo após sair de casa para dar uma volta de bicicleta, um hábito que ele costumava ter às 22h30.
Além dos dois seguranças, também foram presos os entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, que estiveram envolvidos no espancamento e que passarão por audiência de custódia neste domingo (23).
Ainda está sendo investigado um quinto suspeito, que aparece nas gravações das câmaras de segurança dando um chute na cabeça da vítima. Este homem ainda não foi identificado e se encontra foragido.
Fonte: Agência Brasil/EBC







