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Home - Brasil

Aumento Notável na Distribuição de Medicamentos para Esclerose Múltipla

Editor by Editor
24 ago 2026
in Brasil
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A recente elevação na oferta de tratamentos para esclerose múltipla teve um impacto positivo, com a disponibilização do medicamento Natalizumabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) crescendo 44,5% entre 2019 e 2023. Essa informação foi revelada por uma investigação realizada por especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein.

Além do Natalizumabe, houve um notável aumento na utilização de outras opções terapêuticas eficazes, enquanto a dependência de medicamentos injetáveis de menor eficácia passou a ser menos comum. Durante o mesmo intervalo, o volume de pacientes assistidos pelo SUS aumentou em 25,9%, refletindo um acesso maior aos cuidados especializados.

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Informações Adicionais:

  • Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla.
  • Cartunista aborda em filme com humor suas experiências com esclerose múltipla.
  • Esclerose múltipla, uma condição autoimune e degenerativa que afeta especialmente mulheres.

O estudo focou nos efeitos da atualização do Protocolo Clínico e das Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que foi implementada em 2021, e mostrou avanços significativos na inclusão de tratamentos de alta eficácia. Mais de 1,7 milhão de documentos sobre a distribuição dos medicamentos foram analisados, com os resultados sendo divulgados na revista Multiple Sclerosis and Related Disorders.

A esclerose múltipla é uma condição crônica e autoimune em que o sistema imunológico ataca componentes do sistema nervoso central, afetando a comunicação entre cérebro e corpo. Embora ainda não exista uma cura, um diagnóstico realizado precocemente, aliado a um tratamento apropriado, pode minimizar a frequência dos surtos e prolongar a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com a neurologista Lívia Almeida Dutra, uma das responsáveis pelo estudo e coordenadora da Instituto do Cérebro do Einstein, essas descobertas demonstram que políticas públicas fundamentadas em evidências científicas podem transformar práticas clínicas.

“Com a adoção de diretrizes que incorporam terapias mais eficazes, a probabilidade dos pacientes terem acesso a tratamentos que podem controlar a atividade da doença e diminuir o risco de incapacidade ao longo do tempo aumenta significativamente”, afirmou.

A neurologista destaca que é possível adaptar experiências de sucesso de acordo com diferentes contextos, enfatizando que o fortalecimento de redes de atendimento especializado representa uma estratégia eficaz para ampliar o acesso às opções terapêuticas mais avançadas em todo o Brasil.

O estudo ainda revelou que o padrão terapêutico mudou significativamente após a atualização do protocolo, com um aumento de 82% na migração de pacientes para tratamentos de alta eficácia. Por outro lado, a troca entre medicamentos de eficácia similar diminuiu em 54%, indicando uma adesão maior a abordagens terapêuticas baseadas nas mais recentes evidências científicas.

Foi observado que a velocidade de adoção desses tratamentos variou entre os estados, sendo mais rápida nas regiões com maior número de neurologistas e centros especializados na abordagem da esclerose múltipla.

“Monitorar grandes bases de dados é crucial para avaliar se uma política pública está gerando os resultados desejados, além de orientar investimentos em infraestrutura e capacitação profissional. Dados reais ajudam a qualificar a tomada de decisão e a construir um sistema de saúde mais eficiente e centrado nas necessidades dos pacientes”, declarou Lucas Hernandes Correa, gerente do Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos autores do estudo.

O trabalho contou com a colaboração da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Registro de Doenças Neurológicas (REDONE).

A atualização do Protocolo Clínico e das Diretrizes Terapêuticas (PCDT) promovida pelo Ministério da Saúde trouxe novas evidências científicas para o tratamento da esclerose múltipla no SUS.

Entre as principais inovações, o uso do Natalizumabe passou a ser recomendado como primeira opção para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade, sem a necessidade de falhas prévias com outros tratamentos.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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