A partir de amanhã, 7 de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dará acesso, em sua loja online, a novos mapas-múndi que estarão disponíveis até 2026. Essa nova versão recebeu aprovação em nível global durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na última sexta-feira, dia 4.
A Assembleia proporciona um espaço vital em que líderes dos países-membros discutem questões globais e podem propor resoluções que, apesar de não serem leis obrigatórias, carregam significativa importância política. Neste contexto, 164 nações votaram favoravelmente à adoção da projeção Equal Earth, a qual se alinha mais de perto à representação utilizada pelo IBGE.
Os Estados Unidos foram os únicos a votar contra, enquanto seis países optaram por se abster.
A proposta não é uma novidade na assembleia; há um histórico de demandas por uma representação que reflita mais acuradamente as proporções reais das terras. O impulso por essa alteração começou com o esforço da União Africana (UA), uma preocupação pertinente, visto que desde o século 16, continentes como a África e a América do Sul têm sido retratados de maneira distorcida nos mapas-múndi.
Historicamente, o modelo cartográfico de Gerardus Mercator, que foi criado para navegação, tem sido utilizado como referência, mas favorece uma perspectiva distorcida dos colonizadores: na projeção, regiões como a América do Norte e a Groenlândia aparecem inflacionadas em comparação com suas dimensões reais.
“A implementação da projeção Equal Earth pela ONU valida a estratégia da Diretoria de Geociências do IBGE, que busca constantemente incorporar inovações cartográficas e adotar representações que respondam a exigências sociais por um mapeamento mais equilibrado e justo do nosso planeta”, declarou Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE.
Fonte: Agência Brasil/EBC







