A descoberta da nova espécie de felino conhecida como Leopardus tilcayo foi realizada em áreas montanhosas da Bolívia, especificamente na localidade de Nor Yungas.
Essa identificação ocorreu graças ao trabalho de uma equipe de cientistas sob a coordenação do professor Eduardo Eizirik, associado à Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
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Essa é a primeira descrição científica de uma nova espécie desse grupo de felinos em mais de um século. O estudo foi publicado na revista Current Biology e baseou-se na análise genômica de um animal popularmente chamado de “Tigrino”.
O exemplar macho foi encontrado ainda filhote em 2016 por um residente da região e, posteriormente, foi acolhido no refúgio La Senda Verde.
Os resultados do sequenciamento genômico, divulgados no dia 17 de setembro, revelaram que o animal não pertencia à espécie anteriormente considerada (Leopardus tigrinus), mas sim a uma linhagem evolutiva distinta, que até então não tinha sido reconhecida pela ciência.
“Este estudo ilustra a quantidade de biodiversidade ainda a ser desvendada no planeta. Mesmo em grupos tão conhecidos como os felinos, novas espécies podem permanecer invisíveis por longos períodos. Compreender e proteger essas espécies é essencial”, afirmou Eizirik.
Conforme mencionado pela PUCRS, o artigo intitulado Phylogenomics and museomics reveal five distinct species of tiger cats in South America também trouxe novas perspectivas sobre a diversidade dos chamados “gatos-do-mato” na América do Sul.
A pesquisa constatou que o grupo anteriormente considerado uma única espécie é, na verdade, composto por cinco espécies distintas.
A conclusão decorreu do sequenciamento e análise de genomas completos de 38 indivíduos oriundos de várias áreas da América do Sul, incluindo oito exemplares históricos de museus na Europa e Estados Unidos.
Segundo Eizirik, os gatos-do-mato analisados apresentam semelhanças morfológicas que dificultaram sua correta classificação por muito tempo, levando a equívocos na identificação.
“Essa similaridade na aparência gera confusões, levando espécies diferentes a serem vistas como uma única”, concluiu.
A equipe de pesquisa envolveu cientistas da PUCRS e de instituições de diversos países, incluindo Brasil, Bolívia, Peru, Bélgica, Colômbia, Estados Unidos e Reino Unido.
Fonte: Agência Brasil/EBC







