A crise financeira e administrativa do Corinthians ganhou mais um capítulo preocupante no início desta semana. A diretoria alvinegra não cumpriu o prazo limite do dia 21 de setembro estipulado para o pagamento da parcela atual dos direitos de imagem do elenco masculino profissional, acumulando dois meses em aberto. Somando o atraso aos prêmios acumulados pela fase de grupos da Libertadores e premiações do Brasileirão, a dívida total do clube com os jogadores chega a cerca de R$ 25 milhões.
O novo deslize ocorre logo após a turbulência gerada pelo atraso dos salários de agosto em CLT, regularizados apenas em 16 de setembro — 11 dias após o quinto dia útil —, às vésperas do confronto diante do Estudiantes.
Crise financeira e atrasos geram apreensão antes de duelo no Beira-Rio
A pendência financeira gera desconforto no vestiário em um momento esportivo delicado. Acumulando seis derrotas consecutivas — a pior marca da história do clube no formato de pontos corridos —, o Corinthians é o 14º colocado com 32 pontos, apenas três acima do Z-4, e detém a pior campanha do segundo turno.
Com o hiato da Data FIFA, o técnico Fernando Diniz tenta reorganizar a equipe antes do duelo decisivo contra o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A diretoria busca recursos emergenciais para quitar os débitos antes do retorno aos gramados para evitar que o clima fora de campo afete o rendimento na reta final da competição.
Déficit bilionário, transfer bans e fracasso nas vendas do mercado
A inadimplência reflete a grave situação orçamentária enfrentada pelo Parque São Jorge no exercício de 2026:
- Dívida bruta em escalada: O clube fechou o primeiro semestre com déficit superior a R$ 240 milhões, elevando o passivo total para a marca de R$ 2,8 bilhões.
- Bloqueio de novos reforços: O Corinthians cumpre três sanções de transfer ban da FIFA, que somam R$ 23 milhões em pendências contratuais e impedem o registro de novos atletas.
- Frustração com saídas de mercado: A diretoria contava com a venda dos jovens Breno Bidon e André Luiz nesta janela de transferências para aliviar o fluxo de caixa e honrar compromissos urgentes, mas as negociações com o futebol europeu não foram concretizadas.








