O meia Giuliano anunciou oficialmente, nesta terça-feira (22), o encerramento de sua carreira como jogador profissional de futebol. Aos 36 anos, o atleta pendura as chuteiras após uma trajetória de 789 partidas oficiais, 163 gols marcados e 124 assistências distribuídas. Com passagens expressivas pelo Corinthians e por gigantes do futebol nacional e internacional, o ex-jogador agora planeja migrar para os bastidores do esporte, atuando na gestão de carreira e agenciamento de jovens promessas.
Trajetória vitoriosa no Brasil e carreira no futebol exterior
Giuliano construiu uma carreira sólida com destaque em grandes clubes do futebol brasileiro. No Corinthians, defendeu a camisa alvinegra entre 2021 e 2023, sendo peça importante no meio-campo. Além do Timão, o meio-campista acumulou passagens por Paraná (onde foi revelado), Internacional, Grêmio, Santos e Atlético Mineiro.
No cenário internacional, o jogador atuou no futebol europeu e do Oriente Médio, vestindo as camisas do Zenit (Rússia), Fenerbahçe (Turquia) e Al-Nassr (Arábia Saudita), além de ter integrado o grupo da Seleção Brasileira em ciclos internacionais.
Ação judicial contra o Corinthians por pendências financeiras
Apesar da passagem marcante pelo Parque São Jorge, a relação entre Giuliano e o Corinthians terminou com desdobramentos na Justiça do Trabalho. Em agosto, o jogador acionou o clube alvinegro cobrando o pagamento de R$ 1,3 milhão referentes a depósitos em atraso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não recolhidos durante o período em que defendeu a equipe.
Carta de despedida: “Algumas histórias apenas mudam de campo”
Em publicação divulgada em suas redes sociais, o ex-meia expressou gratidão pelos anos dedicados ao esporte, destacando os sacrifícios e o aprendizado construído ao longo de duas décadas de carreira:
“O futebol foi a melhor coisa que me aconteceu. Foi através dele que eu sonhei ainda menino, conheci o mundo, vivi momentos que jamais conseguiria explicar e me tornei o homem que sou hoje. Ele me deu muito. Mas também me pediu muito. Foram anos de renúncias, distância, dores, derrotas, recomeços, pressão e dias que eu gostaria que durassem para sempre.”
“Quando olho para trás, não vejo apenas jogos, gols, títulos ou camisas. Vejo a minha vida. Vejo minha família caminhando comigo (…) E hoje eu posso dizer para ele: valeu a pena. Valeu cada treino. Cada viagem. Cada lágrima. Cada queda. Cada vez que precisei começar de novo. Sou profundamente grato a Deus por ter me permitido viver tudo isso. Hoje, um ciclo dentro das quatro linhas chega ao fim. Mas aquilo que o futebol construiu em mim permanece. Algumas histórias não terminam quando o apito soa. Elas apenas mudam de campo. Obrigado, futebol. Por tudo. O jogo continua.”








