Com 41,1% do volume útil armazenado, o Sistema Cantareira passa a operar em situação de atenção. Essa mudança foi oficializada na quinta-feira (1), após o encerramento do mês de setembro. A classificação de atenção ocorre quando os níveis do reservatório estão entre 40% e 60% de sua capacidade.
Depois de um período em que a situação era crítica, a recente série de chuvas registre recordes no mês de setembro fez com que a situação do Cantareira melhorasse significativamente.
Impactos e medidas
Com a nova condição, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a entidade estadual SP Águas permitiram que a Sabesp, responsável pela gestão do sistema, aumentasse a captação de água de 27 m³/s para até 31 m³/s. Em circunstâncias normais, essa captação poderia alcançar 33 m³/s.
A ANA e a SP Águas monitoram regularmente os dados relacionados aos níveis, vazões e armazenamento do reservatório, seguindo a Resolução Conjunta nº 925/2017, que foi criada após a crise hídrica enfrentada pelo Estado em 2014 e 2015.
Essa resolução determina que a captação de água do Sistema Cantareira depende dos níveis de armazenamento observados no último dia de cada mês. O sistema possui cinco classificações:
- normal: 60% ou mais;
- atenção: entre 40% e 60%;
- alerta: acima de 30% e abaixo de 40%;
- restrição: acima de 20% e abaixo de 30%;
- especial: abaixo de 20%.
Essas classificações apóiam no controle dos limites para a retirada de água do reservatório.
Sobre o Sistema Cantareira
Formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — o Sistema Cantareira possui uma capacidade total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, existe ainda uma conexão entre a represa Jaguari, localizada no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.
Este sistema abastece cerca de 50% da população na região metropolitana de São Paulo e, conforme a ANA, também apoia o abastecimento em Campinas e nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Embora todos os reservatórios estejam em território paulista, parte das águas que os nutrem é proveniente de rios administrados pela União, tendo suas nascentes em Minas Gerais.
Fonte: Agência Brasil/EBC








