O Corinthians conseguiu mais tempo para regularizar os pagamentos previstos no acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O clube havia sido notificado por inadimplência, mas obteve a extensão do prazo para evitar a rescisão do acordo.
A informação foi divulgada pelo portal Meu Timão.
Clube pediu prazo maior
O Corinthians solicitou que o período de tolerância fosse ampliado para quatro parcelas em atraso. Com a medida, o clube ganha uma margem adicional para colocar os pagamentos em dia e evita, neste momento, que a PGFN execute as garantias apresentadas no acordo.
Valores atrasados
As parcelas referentes às obrigações previdenciárias são de R$ 2.001.982,48. Com três prestações em aberto, o débito nessa categoria chega a R$ 6.005.947,44.
Nos demais débitos, cada parcela corresponde a R$ 4.829.616,18. Três prestações não pagas representam R$ 14.488.848,54.
Dessa forma, o valor atualmente pendente chega a R$ 20.494.795,98. Caso as duas próximas parcelas, com vencimento em 30 de setembro, também não sejam quitadas, a dívida em aberto poderá aumentar em quase R$ 7 milhões.
Como funciona o acordo
A renegociação foi firmada em 5 de setembro e estabeleceu um desconto de 46% sobre o passivo que ultrapassava R$ 500 milhões. Pelo novo compromisso, o Corinthians assumiu o pagamento de R$ 679 milhões em 120 meses.
Depois de cumprir as parcelas entre fevereiro e maio, o clube passou a acumular atrasos.
A operação também reduziu em aproximadamente R$ 200 milhões o valor do passivo considerado na renegociação.
Corinthians corre risco de perder garantias
A manutenção do acordo depende da regularização dos pagamentos. Caso o Corinthians não consiga resolver a inadimplência, a PGFN poderá rescindir a negociação e cobrar as garantias previstas no contrato.
Entre os bens oferecidos está o Parque São Jorge, avaliado em mais de R$ 600 milhões, além de valores que o clube tem a receber por meio da Timemania.
Próximos passos
Com a ampliação do prazo, o Corinthians ganhou tempo para buscar os recursos necessários e quitar as parcelas em atraso. A prioridade da diretoria agora é regularizar a situação para preservar o acordo e evitar a execução das garantias.







