A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revogou a licença de treinador de Diego Souza após o ex-jogador do Palmeiras ser citado em uma investigação sobre um esquema de comercialização de diplomas falsos para ex-atletas.
O caso foi revelado pelo portal UOL e envolve Alejandro Mancuso, ex-jogador da seleção argentina, que é apontado como responsável pela negociação dos certificados. Diego Souza, que teve passagens por clubes como São Paulo e Palmeiras, está entre os nomes mencionados no caso.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, ex-jogadores desembolsavam cerca de R$ 100 mil para obter uma licença de treinador por meio de Mancuso.
A proposta era oferecer uma alternativa mais rápida para atletas que desejavam iniciar a carreira como técnicos. Como já tinham experiência profissional dentro de campo, eles não precisariam cumprir integralmente o curso de formação da federação argentina, que tem duração superior a um ano.
O problema é que os documentos fornecidos por Mancuso seriam falsos e não teriam validade para comprovar a formação exigida para o exercício da profissão.
Diego Souza diz que não sabia da irregularidade
Em entrevista, Diego Souza afirmou que acreditava que a documentação obtida por meio de Mancuso era legítima. Segundo o ex-jogador, o argentino apresentou a possibilidade como uma licença destinada a atletas de destaque.
“Ele falou que tinha uma licença que ele conseguia para atletas renomados, que daria o direito de trabalhar em tudo quanto é lugar. Quando eu parasse de jogar, eu teria uma licença para seguir no futebol. Ele falou: ‘Fulano fez comigo, beltrano fez comigo’”, relatou.
Diego Souza também explicou que buscou referências antes de aceitar a proposta e que a reputação de Mancuso contribuiu para que acreditasse na legalidade do procedimento.
“Um cara com todo o histórico que ele tem no futebol, que jogou em grandes equipes, na seleção argentina, e falando de uma maneira bem clara, né? Eu busquei informações com outros jogadores que já tinham recebido os documentos das mãos dele e aquilo fez com que eu acreditasse”, completou.
CBF pode ampliar investigação
A apuração ainda está em andamento e a CBF pode analisar a situação de outros ex-jogadores que tenham recebido documentos por meio do mesmo esquema.
Diego Souza ainda não apresentou um posicionamento oficial específico sobre a revogação de seu registro. O Joinville, clube com o qual o ex-atleta possui vínculo na função de treinador, informou que está realizando os levantamentos necessários e prestando os esclarecimentos solicitados pela CBF.
O caso pode gerar novas medidas conforme a entidade avance na análise dos documentos e das pessoas envolvidas.








