Após um incêndio devastador na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um novo edifício será erguido para substituir os laboratórios e salas danificados. O incêndio ocorreu na noite de quarta-feira (7), ocasionando grandes perdas na estrutura acadêmica.
Durante uma visita ao campus na quinta-feira (8), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, informou que a construção do novo prédio se iniciará assim que a investigação sobre o incidente for finalizada, o que poderá levar cerca de 30 dias.
“O Nupit [Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino] sofreu uma perda significativa, impactando a pesquisa tanto na UFPE quanto no Brasil”, enfatizou o ministro.
Barchini revelou que o projeto do novo edifício será baseado em um modelo de outro campus, o de Sertânia, e terá aproximadamente 7 mil metros quadrados, que representa o dobro da área do prédio que foi destruído. O custo estimado da obra é de R$ 28 milhões.
Além disso, o ministro garantiu que os equipamentos perdidos serão repostos, e que outros órgãos governamentais, como os Ministérios da Saúde e Transportes, se manifestaram dispostos a ajudar com os investimentos necessários.
“O investimento inicial está na ordem de R$ 100 milhões, e iremos assegurar que esse aporte aconteça”, afirmou Barchini.
Manutenção das Pesquisas
O ministro declarou que estudantes com bolsas de pós-graduação terão a prorrogação de suas pesquisas.
Aqueles que estão na fase final do doutorado poderão participar de um programa especial para doutorados-sanduíche no exterior, com laboratórios de instituições que já se mostraram dispostas a apoiar a UFPE.
“Esses alunos não sofrerão prejuízos. Eles manterão sua bolsa e poderão concluir suas pesquisas, sendo que mestrandos também poderão acessar esse programa ou realizar suas atividades em outras instituições de ensino do Brasil”, complementou o ministro.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, revelou que há cerca de 200 dissertações e teses em produção nos laboratórios afetados.
Segundo Gomes, o material localizado nos laboratórios foi completamente consumido pelas chamas, mas não há risco de contaminação nas áreas adjacentes, que incluem residências estudantis.
Ele também destacou que a Superintendência da Polícia Federal foi acionada após relatos de ameaças à universidade.
“É lamentável que uma instituição pública respeitada seja alvo de ataques nas redes sociais. Rejeitamos veementemente essa atitude e pedimos uma investigação sobre as causas do incêndio e as ameaças à nossa comunidade relacionada”, afirmou o reitor.
Investigações em Andamento
O delegado da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, relatou que drones e robôs estão sendo utilizados para documentar a área afetada, permitindo que peritos iniciem suas análises antes de acessarem o local.
“Estamos à espera de informações sobre a segurança do prédio para que os peritos possam iniciar seu trabalho de campo”, esclareceu.
Bastos também revelou que especialistas do Instituto Nacional de Criminalística, equipados para o caso, estão a caminho de Pernambuco para fortalecer as investigações.
“Temos dois objetivos: descobrir a origem do incêndio e reconstituir a sequência de eventos que precederam o ocorrido”, detalhou o delegado.
A Polícia Federal já começou a ouvir testemunhas que podem contribuir para entender o que aconteceu e deve continuar o processo de coleta de depoimentos nos próximos dias.
Fonte: Agência Brasil/EBC







