O Corinthians continua enfrentando dificuldades para encontrar um substituto para Fernando Diniz. A principal divergência nas negociações está na duração dos contratos: enquanto o clube pretende fechar um acordo válido somente até o fim de 2026, os treinadores procurados desejam compromissos mais longos, ao menos até dezembro de 2027.
A diretoria de futebol considera arriscado firmar um vínculo de longo prazo neste momento. Como o clube terá eleições no fim da temporada, a atual gestão entende que a próxima administração deve ter liberdade para decidir quem comandará a equipe.
Quatro treinadores recusaram a proposta
O Corinthians já consultou Ramón Díaz, Sylvinho, Luis Zubeldía e Javier Mascherano, mas não conseguiu avançar com nenhum dos profissionais.
O modelo de contratação por apenas alguns meses foi um dos principais motivos para as respostas negativas. Os técnicos procurados preferem ter tempo para implementar suas ideias e desenvolver um projeto com maior continuidade.
Mascherano, que está sem clube desde abril, também não aceitou avançar nas conversas preliminares justamente por causa do prazo oferecido pelo Timão.
Carille pede contrato até 2027
Fábio Carille aparece entre as principais alternativas da diretoria, mas a negociação também enfrenta obstáculos. Atualmente no Al-Fayha, da Arábia Saudita, o treinador deseja um contrato pelo menos até o fim de 2027 para assumir o comando corintiano.
Outro entrave é a multa rescisória, estimada em aproximadamente R$ 5 milhões. O valor precisa ser considerado pelo Corinthians para viabilizar a saída do técnico do clube saudita.
Sem consenso sobre a duração do vínculo e os custos envolvidos, as tratativas seguem sem uma definição.
Timão enfrenta sequência negativa no Brasileirão
A indefinição ocorre em um momento delicado para o Corinthians. A equipe acumula sete derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro e está próxima da zona de rebaixamento, aumentando a pressão por uma solução para o comando técnico.
Enquanto a diretoria trabalha no mercado, William Batista, treinador da equipe sub-20, ficará responsável pelo time no clássico contra o Palmeiras. Ele terá o auxílio de Léo Porto, integrante da comissão técnica que permaneceu após a saída de Fernando Diniz.
A prioridade do clube é encontrar um nome para assumir a equipe em meio à crise esportiva, sem comprometer antecipadamente o planejamento da próxima gestão.







