Neste domingo (11), a Avenida Paulista foi tomada por milhares de apoiadores em um ato em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação, denominada Marcha Pela Democracia, teve o candidato participando ativamente do evento.
Organizado por movimentos sociais e fanbases de artistas renomados como Lady Gaga e BTS, o evento também contou com a presença de torcidas organizadas de clubes de futebol, como Palmeiras e Corinthians, além da comunidade LGBT+ e grupos estudantis.
Reunião de Forças
Antes do início do evento, Lula comentou sobre a importância da semana que se inicia para a campanha presidencial. Destacou, em sua fala, a votação no Senado referente ao fim do esquema 6×1, marcada para quarta-feira (14).
“Essa semana mostrará como o partido da oposição votará: se eles vão sustentar a jornada de seis dias trabalhados ou se permitirão que os trabalhadores desfrutem de dois dias de descanso”, declarou.
Sobre a manobra da oposição para adiar a votação, o presidente afirmou que isso visava enganchar a população, reiterando que a data já havia sido estipulada.
“O que eles podem fazer agora é decidir se vão ter coragem de votar a favor ou contra. A data já está definida”, disse.
Candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert
Corte de Gastos em Debate
Lula criticou a proposta de corte de gastos feita por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, essa medida prejudicaria a população mais vulnerável.
“O que ele propõe poderia resultar na negação de direitos dos mais pobres e dos aposentados, trazendo de volta a miséria que já vivemos no Brasil”, alertou.
Além disso, ressaltou que esta semana, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública pode avançar, criando um novo ministério voltado para essa área.
“O governo federal poderá atuar de maneira mais eficaz no combate ao crime. A Constituição, até agora, não permitia isso”, afirmou.
Crítica ao Governo Anterior
Do alto de um carro de som em frente ao MASP, Lula criticou a gestão de Jair Bolsonaro, especialmente sua condução durante a pandemia de covid-19.
“Todos sabem como a família bolsonarista se comportou. Rir das mortes por falta de oxigênio é algo intolerável. Muitas pessoas foram sepultadas sem poder se despedir de seus entes queridos, por conta de um presidente que duvidou da ciência”, destacou.
Prometeu também avanços nas áreas de educação e segurança, mirando em uma revolução tecnológica.
“Em 2003 havia 4,8 milhões de graduados no Brasil. Hoje, esse número saltou para 26 milhões, e nossa meta é chegar a 100 milhões”, acrescentou.
Chamada à Ação
Lula ainda aproveitou para enfatizar a necessidade de participação ativa da população, especialmente dos eleitores com mais de 70 anos, diante da alta abstenção nas eleições, que alcançou 21,08% no primeiro turno.
“Se você não quer votar por si, pense em sua família e na nação. Não podemos permitir que os bandidos voltem ao poder”, finalizou.
Fonte: Agência Brasil/EBC







