A importância de uma Justiça Eleitoral imparcial foi destacada por Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e candidato à reeleição, nesta segunda-feira (12) em Aparecida. Durante uma coletiva de imprensa, Alckmin comentou sobre a visão de que a Justiça Eleitoral deve ser guardiã da liberdade de expressão, respondendo a questionamentos sobre sua imparcialidade.
No dia anterior (11), Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou a decisão de suspender um canal do WhatsApp chamado Exército do Lula, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro, que alegou a disseminação de informações falsas. Porém, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, revogou essa ordem, permitindo a reativação do canal.
Desdobramentos recentes
Nesta segunda-feira (12), um relatório do TSE revelou que não havia conteúdos falsos no canal, que foi criado para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha de reeleição.
“Estamos ouvindo muitas reclamações sobre plataformas que retiram conteúdos e manifestações. É fundamental que a Justiça se mantenha isenta, defendendo a liberdade de expressão e política”, afirmou Alckmin durante a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida no santuário nacional.
Discussão sobre a padroeira do Brasil
O vice-presidente também falou sobre a recente polêmica acerca da possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder seu status de padroeira nacional. Tal questão surgiu após rumores de descontentamento por parte de grupos evangélicos que apoiam Flávio Bolsonaro. No entanto, o candidato negou qualquer intenção de remover a padroeira do país.
“O Brasil é um país que preza pela paz. Qualquer ato de violência ou que contrarie nossas tradições religiosas é inaceitável. Essa consideração se aplica a todos, sejam católicos, evangélicos ou não religiosos. Religião é, em essência, religar o homem ao divino”, disse ele.
Alckmin ainda relembrou a legislação sancionada por Lula em 2003, que promove a liberdade religiosa no país. “A liberdade religiosa é um direito de todos. Respeitar a fé alheia é crucial, assim como aqueles que não professam uma religião igualmente merecem nossa consideração”.
Fonte: Agência Brasil/EBC







