As consequências da recente expansão comercial do Brasil são notáveis, uma vez que o país desbloqueou 700 novos mercados internacionais para produtos do setor agropecuário desde o início de 2023. Esta informação foi compartilhada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em evento realizado em Brasília.
Entre maio e setembro, as exportações para a União Europeia (UE) aumentaram 30,7% quando comparadas ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 44,17 bilhões de janeiro a setembro de 2023, com um crescimento de 20% em relação a 2022.
Comércio com a UE
O aumento nas relações comerciais foi ressaltado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que informou que o comércio bilateral entre Mercosul e UE cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a entrada em vigor do tratado, que ocorreu em 1º de maio após 27 anos de negociações.
“Nossas exportações tiveram um crescimento de 10,4% este ano. O acordo com a UE gerou uma ampliação de 30% em nossas vendas”, declarou Vieira, enfatizando a importância desse acordo para o aumento das exportações brasileiras.
Impacto no Agronegócio
Durante sua fala, Elias Rosa também fez questão de mencionar que esse crescimento não está limitado ao setor agropecuário. O comércio exterior brasileiro avançou em média 10,5%, sobrepondo-se a um contexto internacional de tensões geopolíticas e barreiras comerciais.
A ampliação das relações comerciais foi atribuída ao dinamismo das empresas brasileiras e às iniciativas do governo para promover o crescimento do comércio internacional.“A nova agenda de industrialização do Brasil prioriza a agroindústria”, afirmou o ministro.
Desafios e Oportunidades
Quanto às relações com os Estados Unidos, Elias Rosa descreveu o atual cenário como “delicado”, mas reafirmou a importância da continuidade das negociações diplomáticas.
A apresentação dos resultados aconteceu no Ministério da Agricultura e Pecuária, onde foi celebrada a abertura de 700 novos mercados desde 2023.
Essas novas oportunidades se estendem a 99 destinos diferentes, resultado de autorizações sanitárias para a entrada de produtos brasileiros.
O ministro da Agricultura, André de Paula, ressaltou que contrasta com os 241 mercados abertos na gestão anterior. “Estamos mirando 29% do PIB agropecuário para este ano e prevendo uma safra de 366 milhões de toneladas em 2026/27”, adicionou.
Expectativas Futuras
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) projeta que as vendas para os novos mercados totalizem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, partindo de um valor de US$ 5,8 bilhões já registrado. Além disso, o Brasil está determinado a encerrar 2023 como o maior exportador mundial de alimentos.
“Prevemos exportações de US$ 169 bilhões este ano, ficando a apenas US$ 2 bilhões atrás dos EUA, mas esperamos ser o maior exportador de alimentos até o fim do ano”, enfatizou o ministro.
O apoio do governo federal à produção rural também foi mencionado, com investimentos que ultrapassam R$ 610 bilhões para a agricultura empresarial e familiar através do Plano Safra.
Mais de R$ 1 trilhão foi investido nos quatro anos de governo Lula, evidenciando a relevância do agro na agenda econômica do país.
O ministro ainda citou a autorização da China para a exportação de miúdos suínos, expressando expectativa quanto a novas aberturas de mercado para produtos agropecuários brasileiros.
Fonte: Agência Brasil/EBC







