A capital amazonense enfrenta mais um dia crítico em termos de poluição atmosférica. Nesta manhã, Manaus registrou índices alarmantes de qualidade do ar, se posicionando como a cidade com a pior qualidade entre as capitais do Brasil.
Por volta das seis horas, o nível de qualidade do ar, conforme medido pela plataforma IQAir, chegou a 167, o que é considerado insalubre. Este cenário marca o retorno de Manaus ao primeiro lugar no ranking nacional de poluição, após um breve período de melhora em seus índices.
Impacto na Educação
A situação levou à suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino nesta sexta-feira. Essa decisão visa proteger alunos e educadores da exposição à fumaça prejudicial.
A Universidade do Estado do Amazonas também decidiu paralisar aulas e atividades acadêmicas presenciais nas unidades da capital e nas que estão no interior, abrangendo todos os turnos. Parte das atividades administrativas está sendo realizada de forma remota.
Qualidade do Ar
A base de dados da Universidade do Estado do Amazonas confirmou um agravamento da qualidade do ar na maior parte da cidade, que variava entre as classificações muito ruim e péssima. No bairro Aleixo, a concentração de partículas poluentes atingiu 139,6 microgramas por metro cúbico, enquanto que no bairro Tarumã, o índice foi de 39 microgramas por metro cúbico.
A fumaça observada em Manaus é consequência de queimadas que ocorrem não apenas no estado do Amazonas, mas também em regiões vizinhas como Rondônia, Pará e Mato Grosso. As partículas resultantes podem ficar suspensas no ar e serem transportadas a longas distâncias, agravadas pela escassez de chuvas.
Monitoramento de Saúde
Diante desse cenário, o governo federal intensificou os esforços para monitorar os impactos na saúde da população local. De acordo com o Ministério da Saúde, 12 municípios foram identificados como necessitados de apoio nos serviços de saúde. A Força Nacional do SUS está colaborando com as autoridades sanitárias para avaliar a situação da rede de atendimento.
Crianças, gestantes, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes encontram-se entre os grupos mais vulneráveis, pois a exposição à fumaça pode potenciar problemas respiratórios e cardiovasculares.
No combate aos incêndios, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) reportou a extinção de 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações de combate. Para auxiliar no trabalho, 11 aeronaves, incluindo aviões de combate direto ao fogo, estão disponíveis.
Em resposta aos incêndios, o governo estadual declarou situação de emergência em cerca de 36 municípios em 10 de outubro.
Fonte: Agência Brasil/EBC








