O Corinthians que Clarence Seedorf encontrou não precisava de mais pressão — precisava de ar. Nos primeiros dias no cargo, o holandês tem surpreendido internamente com uma abordagem focada no diálogo e na recuperação emocional do grupo, em contraste com a imagem de linha-dura que ex-jogadores costumam atribuir a ele. A estratégia, alinhada com o departamento de futebol, é blindar o elenco das crises institucionais e reconstruir a confiança antes de cobrar resultados.
Televisões, gols e moral
Logo no primeiro treino, Seedorf pediu uma mudança simples e simbólica: as TVs instaladas nas áreas internas do CT passaram a exibir gols e vitórias do Corinthians. O gesto resume a abordagem — o treinador quer que o elenco se lembre do que é capaz de fazer antes de pensar no que está dando errado. Ele enxerga o grupo como um “leão ferido”, com potencial de reação, mas que precisa ser recuperado antes de ser pressionado.
Treinos leves, foco tático
As sessões têm sido tranquilas, sem grande desgaste físico. Seedorf entende que o elenco está esgotado emocionalmente após a pior sequência de derrotas da história do clube na era dos pontos corridos — oito consecutivas — e opta por trabalhar posicionamento e tática sem sobrecarregar os atletas fisicamente.
A estreia adiada
Seedorf não poderá estar à beira do campo na segunda (19) contra o Vitória. O visto de trabalho não foi regularizado a tempo para o registro no BID da CBF, e Léo Porto assumirá o banco. A previsão é que o holandês estreie no jogo seguinte, contra o Vasco.








