Consequências drásticas surgem com a detenção da empresária Márcia Gama Nepomuceno, casada com o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP. Ela e seu filho, Lucas dos Santos Nepomuceno, foram capturados nesta segunda-feira (19) durante a Operação Backbone da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro.
A operação tinha como propósito desmantelar uma rede associada ao Comando Vermelho, resultando na prisão de ambos.
Alvos da Operação
Márcia e Lucas estavam entre os 23 indivíduos que tiveram mandados de prisão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os presos foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal na capital fluminense.
A PF já havia cumprido 20 mandados até o início da tarde de hoje, incluindo um contra Marcinho VP, que já se encontra encarcerado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde cumpre uma pena de 30 anos.
Informações da PF indicam que o grupo criminoso sob investigação controla o fornecimento de internet em algumas comunidades, incluindo favelas no Alemão, Penha e Chapadão, estendendo sua influência a diversos bairros da Zona Norte carioca, como Pavuna e Guadalupe.
Defesa de Márcia Nepomuceno
O advogado Flávio Fernandes, que representa Márcia, declarou que ainda não teve acesso aos documentos do processo e, portanto, não poderia comentar sobre a prisão. “O que sabemos é que esta investigação se refere a empresas que supostamente forneceriam serviços clandestinos de internet e TV, repassando valores a familiares da minha cliente”, afirma o advogado em um áudio enviado à Agência Brasil.
Flávio Fernandes negou qualquer relação de Márcia com atividades ilícitas. “Márcia não tem vínculo com empresas que operam de maneira ilegal. Todas as suas empresas estão regularizadas e em conformidade com as obrigações fiscais”, destacou.
Até o momento, a defesa de Lucas não foi localizada pela Agência Brasil.
Mandados de Busca e Apreensão
A operação incluiu não apenas os mandados de prisão, mas também 24 ordens de busca e apreensão, que foram cumpridas em várias localidades, desde a capital fluminense até cidades na Baixada Fluminense e Região Serrana.
A PF declarou que parte das prisões ocorreria no sistema penitenciário, inclusive em unidades federais. Além disso, determinou o bloqueio de bens que somam até R$ 558 milhões, afetando tanto indivíduos quanto empresas ligadas ao esquema.
As atividades econômicas de entidades envolvidas, como provedores de internet e produtoras de eventos, foram suspensas, uma medida que pode afetar significativamente o grupo sob investigação.
A Operação Backbone é parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal, que busca combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes do STF na ADPF 635.
Fonte: Agência Brasil/EBC








