Na manhã desta segunda-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que as alegações do candidato Flávio Bolsonaro, referente à expulsão de fiscais do seu partido, o PL, da sala-cofre durante a apuração, são infundadas.
Flávio Bolsonaro sofreu uma derrota na disputa presidencial para o atual presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Notícias relacionadas:
A sala-cofre do TSE não é um ambiente acessível ao público. Contudo, as demais áreas do tribunal, como a Sala de Totalização, ficam abertas para fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e representantes do Ministério Público, que acompanham a totalização e a divulgação dos resultados desde o início das apurações.
De acordo com o tribunal, “dois fiscais do PL estavam presentes no TSE, incluindo a supervisão do Teste de Integridade das Urnas no subsolo da sede, bem como na Sala de Totalização e na Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar”, concluiu a nota.
O TSE também destacou que registros de presença e filmagens na Sala de Totalização comprovam que os fiscais tiveram acesso contínuo às instalações do Tribunal.
“Há documentação que respalda a presença dos fiscais nos locais mencionados, além de gravações que confirmam o acesso desimpedido àquelas unidades do TSE”, afirma o comunicado emitido na manhã de hoje (26).
Após a confirmação do resultado das eleições pelo TSE, onde Lula obteve 51,79% dos votos, Flávio Bolsonaro declarou em seu discurso que é “impossível” para ele aceitar a derrota. Além disso, reiterou sua acusação de que a Justiça Eleitoral havia retirado os fiscais da sala-cofre.
Essa justificativa se atrelou à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, próxima à hora de encerramento da votação (17h), prorrogou a eleição até as 19h em todo o país. Esta decisão atendeu tanto a solicitações da coligação Brasil Pronto Pra Mais, apoiadora de Lula, quanto do próprio Flávio, que também solicitou a prorrogação ao TSE.
Fonte: Agência Brasil/EBC








