O São Paulo vai entrar em 2027 com um prazo curtíssimo para definir seu comando técnico. A eleição presidencial está marcada para a primeira quinzena de dezembro, a posse do novo presidente acontece em 1º de janeiro — e o Campeonato Paulista começa em 10 de janeiro. Na prática, quem vencer o pleito terá cerca de dez dias para decidir se mantém ou substitui Dorival Júnior, e ainda precisa resolver a situação do diretor de futebol Rafinha, também sem definição.
Dois candidatos, mesma ressalva sobre o salário
Os candidatos Vinícius de Medeiros (situação) e Marcelo Portugal Gouvêa (oposição) têm em comum a intenção de conversar com Dorival antes de bater o martelo — e também a avaliação de que o salário atual do treinador, estimado em R$ 2 milhões mensais, é elevado. Ambos defendem uma readequação financeira como condição para a continuidade.
Dorival segue contratado. A questão não é rescindir, mas renegociar — e o calendário comprime o tempo disponível para essa conversa.
Pré-temporada em risco no São Paulo
A nova gestão precisará resolver dois cargos fundamentais — treinador e diretor de futebol — em um intervalo que mal chega a duas semanas. Qualquer mudança no comando técnico nesse período pode comprometer o planejamento da pré-temporada, que costuma começar ainda em dezembro para clubes com agenda de janeiro.
Paulistão com pouca margem para erro
O formato do Campeonato Paulista adiciona mais pressão ao cenário. A fase inicial terá apenas oito rodadas para cada equipe — uma sequência curta que não perdoa arranques lentos. Uma série negativa no começo pode comprometer tanto a vaga nas fases seguintes quanto colocar o clube perto da zona de rebaixamento estadual, sem tempo hábil para recuperação.







