Em entrevista ao GE, Gluck Paul, vice-presidente da CBF, apresentou uma proposta inovadora para a arbitragem brasileira: criar novos árbitros a partir de jogadores que não conseguiram se estabelecer como profissionais.
A ideia é aproveitar o conhecimento de jogo desses jogadores para aprimorar o nível da arbitragem no país.
Formação direcionada a jovens atletas
Segundo Gluck Paul, a entidade pretende mirar jogadores com idade entre 21 e 22 anos que não alcançaram o profissionalismo. O objetivo é oferecer a esses atletas uma nova carreira dentro do futebol.
“Quem jogou futebol tem uma visão totalmente diferente e melhor”, afirmou o dirigente.
Processo seletivo e capacitação paga pela CBF
O plano prevê a realização de um processo seletivo rigoroso, com testes físicos, psicotécnicos e avaliação da visão. Cerca de 30 a 40 candidatos serão escolhidos para participar do programa.
A CBF pretende custear o curso de arbitragem e acompanhar a formação desses profissionais em parceria com a comissão nacional de arbitragem.
“Nos próximos dois anos, vamos nos servir dessa elite que formarmos agora, de árbitros-atletas”, completou Gluck Paul.
Impacto esperado na arbitragem brasileira
A iniciativa busca fortalecer o quadro de árbitros do país com profissionais que já conhecem a dinâmica do jogo por dentro. A expectativa é que, nos próximos anos, esses novos juízes passem a atuar nas principais competições nacionais.








