A cidade de Búzios, localizada na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, lançou na última terça-feira (25) o projeto “Búzios por Elas”. O evento ocorreu na Praça dos Ossos e procurou intensificar a rede de proteção às mulheres, proporcionando maior acesso a informações sobre serviços de atendimento e orientação.
A escolha da Praça dos Ossos foi intencional, pois o Banco Vermelho criado lá é uma homenagem à Ângela Diniz, que foi vítima de feminicídio em 1976, um caso que está profundamente ligado à história do bairro.
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Essa homenagem simboliza não apenas a memória de Ângela, mas de todas as mulheres que perderam suas vidas devido à violência, sublinhando a urgência em combater o feminicídio.
Ângela Diniz, que ficou conhecida como “Pantera de Minas”, foi assassinada a tiros em 30 de dezembro de 1976 por seu parceiro, Raul Fernando do Amaral Street, também conhecido como Doca Street, em sua residência de veraneio na Praia dos Ossos.
A tragédia ocorreu após uma acalorada discussão sobre o término do relacionamento, quando Doca disparou quatro tiros à queima-roupa contra Ângela, que contava com apenas 32 anos.
Esse caso mobilizou o Brasil e foi um marco importante nas discussões sobre violência de gênero e feminicídio no país.
No julgamento inicial, em 1979, o advogado de Doca, o ex-ministro do STF Evandro Lins e Silva, argumentou a favor da “legítima defesa da honra”, alegando que o réu agiu “por amor” após ter sido provocado pela vítima.
Doca foi condenado a uma pena branda de apenas dois anos, podendo cumprir a sentença em liberdade.
A decisão gerou clamor social e revolta, motivando movimentações feministas em todo o país. A famosa frase “quem ama não mata” emergiu como um grito de resistência e redefiniu a discussão sobre a violência contra a mulher no Brasil.
Com a pressão social, o julgamento foi revisado, e Doca Street acabou condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado.
Fonte: Agência Brasil/EBC








