A continuidade de serviços médicos em diversos municípios brasileiros está garantida com a decisão do Ministério da Saúde de estender a atuação de 676 especialistas do programa Mais Médicos. A prorrogação dos contratos, conforme divulgado nesta semana, permitirá que esses profissionais permaneçam até fevereiro de 2027, facilitando o acesso à saúde de qualidade para a população.
É importante ressaltar que a renovação não se dará de forma automática. Aqueles médicos que estão vinculados ao edital número 03/2025, cujo término ocorreria em setembro, devem atender a critérios específicos relacionados ao desempenho, aprimoramento profissional e regularidade nas informações administrativas.
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Adicionalmente, é necessário que os médicos que desejam continuar no programa manifestem seu interesse e recebam a aprovação dos gestores dos locais onde atuam.
Além dos 676 especialistas cuja atuação foi prorrogada, outros 451 profissionais já iniciaram suas atividades na semana passada. Dados do ministério mostram que aproximadamente 52% desses especialistas trabalham em áreas rurais e menos acessíveis.
Em diversas localidades, esses médicos do programa são fundamentais, representando até 75% da disponibilidade de alguns serviços especializados.
Entre os profissionais atuantes, destacam-se cerca de 500 anestesiologistas, cuja presença é crucial para o aumento das cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os especialistas têm a oportunidade de receber até R$ 20 mil mensais por uma carga de 20 horas semanais, sendo 16 horas direcionadas a pacientes e 4 horas destinadas à formação contínua.
Baixa Taxa de Desistência
Conforme afirmou Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, a taxa de desistência entre os especialistas é bastante baixa, o que indica que o programa continua a ser atraente para esses profissionais qualificados.
“A menos de 10% dos participantes optam por não continuar no programa. É importante observar que os especialistas frequentemente têm diversas oportunidades de trabalho”, ressaltou Proenço.
De acordo com Jerzey Timóteo, secretário adjunto de Gestão do Trabalho, a análise contínua dos dados permite um planejamento estratégico mais eficaz para as etapas futuras do programa.
“Com o avanço das infraestruturas, é crucial também focar na formação de novos profissionais. Observamos que a distância média para o atendimento especializado caiu, mesmo em áreas equipadas, onde anteriormente faltavam médicos qualificados para realizar exames apropriados”, explicou Timóteo.
Fonte: Agência Brasil/EBC








