Cinquenta anos após os ataques de 11 de setembro de 2001, as imagens impressionantes do atentado continuam a ressoar globalmente. Naquele dia fatídico, bilhões de espectadores sintonizaram suas TVs para testemunhar a nuvem de fumaça que tomava conta das Torres Gêmeas em Nova York, numa cena que se tornou emblemática do século XXI.
Os ataques resultaram na morte de quase 3 mil pessoas, quando jihadistas da Al Qaeda sequestraram aeronaves, jogando-as nos edifícios do World Trade Center e no Pentágono, que abriga o Departamento de Defesa dos Estados Unidos em Arlington, Virgínia. Ademais, um quarto avião despencou em Shanksville, Pensilvânia.
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Conforme aponta Eugênio Bucci, professor na Escola de Comunicações e Artes da USP, a incessante exibição das imagens do colapso das torres gerou um impacto psicológico em escala global, caracterizando um trauma coletivo. A narrativa, capturada ao vivo em uma era de média conectividade digital, prendeu a atenção do público mundial.
“Isso gerou uma ferida no olhar. O registro daquele dia transformou-se em uma marca de guerra, com todos recordando onde estavam quando ouviram a notícia”, analisa Bucci.
Bucchis descreve essa vivência como um “momento de tempo parado”, um efeito proporcionado pela cobertura ao vivo e pela disseminação subsequente nas plataformas online.
“A transmissão ao vivo possibilita uma sensação de suspensão, onde segundos ou minutos se estendem, resultando em dias de repetição que alteram nossa relação com o tempo”, explica.
A tragédia não apenas permeou a memória de uma geração, mas também deixou marcas profundas em muitos indivíduos. Márcio Boruchowski, um empresário brasileiro que estava nas proximidades durante o evento, relata que o som impactante foi uma das lembranças mais vívidas.
“Vi pessoas se jogando, como se estivessem tentando escapar de um incêndio. O tempo que levou para os prédios caírem foi impressionante. O barulho de uma ou duas torres de 100 andares caindo deve ser inimaginável”, recorda em entrevista à TV Brasil.
Os aviões colidiram a mais de 800 km/h, resultando em explosões massivas. Aproximadamente 400 mil pessoas foram expostas a substâncias tóxicas durante o incidente, e a remoção de 1,8 milhão de toneladas de destroços levou cerca de oito meses.
Julgamento
Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser o arquétipo dos ataques, deverá comparecer a um tribunal militar em junho de 2028. Ele é considerado o cérebro do plano que visou transformar aviões sequestrados em armas contra o World Trade Center e o Pentágono.
Capturado em 2003 no Paquistão, Mohammed encontra-se na base naval de Guantánamo desde 2006, onde será julgado, juntamente com três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, foi morto em 2011 em uma ação das forças norte-americanas no Paquistão.
Fonte: Agência Brasil/EBC








