O Corinthians divulgou nota oficial nesta quarta-feira (16) em defesa do presidente Osmar Stábile, denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por supostas irregularidades na contratação de uma empresa de segurança. O clube diz que a denúncia é uma acusação sujeita à análise do Poder Judiciário e que sua apresentação não representa condenação nem comprovação de responsabilidade criminal.
Justificativa para a contratação
Segundo a nota, a contratação da empresa Bear Security ocorreu diante de riscos à integridade do presidente e de seus familiares, relacionados ao exercício da presidência do Corinthians. O clube afirma que o cenário exigiu a contratação urgente de uma nova equipe, com profissionais de confiança do mandatário para uma atividade sensível de proteção pessoal.
O Corinthians também destaca que Stábile assumiu a presidência após o impeachment do mandatário anterior, sem o período padrão de transição eleitoral, o que trouxe urgência à contratação. O clube ressalta que os valores pagos são compatíveis com os praticados no mercado para serviços de natureza, abrangência e complexidade equivalentes.
Diferença de escopo
A nota esclarece que a contratação atual possui escopo mais amplo e complexo do que os atendimentos anteriormente realizados por profissionais de segurança em caráter particular, custeados com recursos pessoais de Stábile. O vínculo anterior com alguns desses profissionais não significa que o Corinthians tenha assumido uma despesa privada preexistente.
Compromisso com a transparência
O clube reafirma o compromisso com a transparência, a proteção do patrimônio da instituição e o respeito às autoridades. O Corinthians informa que prestará integral cooperação às apurações, fornecendo documentos e esclarecimentos necessários.
Entenda a denúncia
O MP-SP denunciou Stábile por supostas irregularidades e apropriação indébita de recursos do clube. Segundo o órgão, o dirigente é suspeito de ter se apropriado indevidamente de mais de R$ 720 mil entre julho de 2025 e agosto de 2026, repassados em 16 parcelas.
A apuração começou a partir de representações de sócios do clube e foca nos pagamentos à Bear Security. O MP aponta que a empresa foi criada em 2025 e emitiu notas fiscais exclusivamente para o Corinthians no período investigado.
Medidas cautelares solicitadas
O Ministério Público pediu à Justiça a abertura de processo penal e a imposição de medidas cautelares contra Stábile, incluindo afastamento do cargo, proibição de acesso ao clube e contato com dirigentes, restrição de locomoção e bloqueio patrimonial de R$ 721 mil. A defesa do presidente ainda não se manifestou publicamente.








