Fernando Diniz deixou a Neo Química Arena admitindo a queda do Corinthians nas quartas de final da Libertadores com um discurso de autocrítica e solidariedade. Na coletiva após a derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, o treinador assumiu a parte que lhe cabe na eliminação, defendeu Memphis Depay pela penalidade perdida e apontou os desfalques como fator decisivo ao longo do confronto.
Um jogo difícil sem solução ofensiva
Diniz reconheceu que o time ficou abaixo do esperado, mas relativizou o resultado diante das circunstâncias. “Não vou reclamar da análise, cenário de muita dificuldade. Mas, se o Memphis tivesse feito o pênalti, as perguntas seriam outras hoje. O resultado acaba sendo o senhor das análises. Foi um jogo difícil, não fizemos uma partida boa, mas foi um jogo equilibrado. Não conseguimos impor nosso jogo de posse, o jogo estava travado.”
Yuri Alberto fez muita falta
O técnico voltou a destacar a ausência do centroavante como um dos pontos centrais da limitação ofensiva do time. “Esse time tem brio, trabalha muito. Os desfalques pesaram, Yuri fez muita falta, como ele joga, ataca espaço, incomoda adversário, não conseguimos encontrar soluções.”
Diniz sai em defesa de Memphis
A penalidade desperdiçada por Memphis Depay dominou o pós-jogo, e Diniz não deixou o jogador desamparado. “Memphis tem muito serviço prestado ao clube, e ele teve coragem de bater em um dos jogos mais importantes da história do clube. Estaremos juntos. Perde todo mundo. O pênalti no final da partida atrai todos os holofotes, mas ele aguenta isso. Tá todo mundo junto nessa.”
O treinador assume o peso da eliminação
Sem transferir toda a culpa aos jogadores, Diniz colocou seu próprio trabalho sob análise. “Eu tenho responsabilidade grande no momento. A gente não conseguiu encontrar soluções. Quando voltamos da Copa, a equipe jogou de maneira muito fluida, atacou bem, se defendeu bem — e não conseguimos manter isso.”







