O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está programado para viajar a Nova York na próxima semana, a fim de participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) nesta quarta-feira (16).
Um dos possíveis destaques da visita é a reunião entre Lula e o novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que assumiu o cargo no início deste ano.
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O prefeito, que é filho de imigrantes, marca sua trajetória como o primeiro muçulmano a assumir este papel. Ele possui uma visão socialista e defende questões como a luta pela causa Palestina, o aumento da oferta de moradia acessível, o congelamento de aluguéis, a gratuidade do transporte público e iniciativas que visam a redução do custo de vida em uma das cidades mais onerosas do mundo.
A assessoria do Palácio Itamaraty mencionou que houve um pedido para um encontro bilateral por parte do prefeito Mamdani. Contudo, a confirmação da reunião ainda aguarda resposta oficial do Brasil.
Agenda de Lula
O presidente brasileiro chegará a Nova York no dia 20, um domingo. No decorrer da segunda-feira (21), a agenda de Lula será focada em encontros com diversas autoridades e líderes globais.
No dia seguinte, Lula tem uma reunião agendada com António Guterres, secretário-geral da ONU, e, logo após, fará a abertura da Assembleia Geral, um ato tradicionalmente atribuído ao Brasil. Este ano, a temática discutida será “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.
Embora a elaboração do discurso ainda esteja em andamento, espera-se que o presidente reforce compromissos históricos do Brasil, como a defesa da reforma da ONU, a promoção do multilateralismo e a luta contra a pobreza e a fome.
“Esperamos que o discurso reflita uma robustez na defesa do multilateralismo, visto o contexto atual de crescente conflito internacional”, afirmou Carlos Márcio Bicalho Cozendey, embaixador e secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE.
O diplomata ressaltou que Lula se pronunciará em favor da negociação de paz diante das guerras em curso, da defesa dos direitos humanos e da não ingerência em assuntos internos de nações.
A previsão é que Lula retorne ao Brasil na terça (22), imediatamente após sua fala.
Embora o Itamaraty tenha sido questionado sobre a possibilidade de um encontro entre Lula e Trump, não houve confirmação de nenhuma das partes até o momento.
Vale lembrar que, na agenda do plenário, o presidente dos EUA será o próximo a se manifestar após Lula. Existe a possibilidade de um encontro entre eles nos bastidores, já que no ano anterior, tiveram um breve contato quando Lula saía do palco, e Trump estava prestes a fazer seu pronunciamento. Na ocasião, a interação resultou em boa impressão para ambos, com Trump descrevendo uma “excelente química” entre os dois líderes. Este foi um dos três encontros que ocorreram entre eles desde então.
A comitiva do presidente será composta pelo chanceler Mauro Vieira e pelos ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial).
Durante a estadia em Nova York, Mauro Vieira deve liderar uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa que o Brasil lançou quando ocupou a presidência do G20 em 2024, visando unir governos, instituições financeiras e organizações da sociedade civil para combater a fome e a miséria em larga escala.
Atualmente, a Aliança já conta com mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países.
Fonte: Agência Brasil/EBC








