A permanência de Fernando Diniz no comando do Corinthians não é apenas uma decisão técnica. Nos bastidores, a diretoria alvinegra também pesou o fator financeiro. Uma eventual demissão do treinador custaria cerca de R$ 5 milhões aos cofres do clube — valor que o Timão não tem condições de arcar neste momento.
A crise financeira
O Corinthians atravessa uma das piores crises econômicas de sua história. O clube convive com direitos de imagem atrasados há dois meses e uma dívida de quase R$ 3 bilhões. A multa rescisória de Diniz seria mais um golpe em um caixa já combalido.
Há também transfer bans que juntos somam R$ 22 milhões em pendências, tanto na FIFA como na CNRD, da CBF.
A pressão interna
Apesar do respaldo público, há pressão interna pela demissão do treinador. Parte da cúpula alvinegra avalia que a sequência de seis derrotas consecutivas no Brasileirão — que igualou a pior marca da história do clube na era dos pontos corridos — exige uma mudança de rumo.
Além disso, há um grande temor de uma demissão após uma eventual derrota para o Internacional e/ou Palmeiras, na sequência da volta da Data Fifa, o que retiraria do novo treinador o período sem jogos para realizar treinamentos.
O apoio do elenco
O que segurou Diniz também foi o vestiário. Líderes como Memphis Depay e Gustavo Henrique procuraram Marcelo Paz antes das entrevistas oficiais e defenderam a permanência do comandante. O diretor de futebol confirmou que a decisão foi tomada em conjunto com a presidência e validada pelos jogadores.
O que vem agora ao Corinthians
O Corinthians terá o período da Data Fifa para tentar recuperar fisicamente o elenco e ajustar a equipe. O próximo desafio é o confronto direto contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Timão precisa somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento e aliviar a crise.







