A contratação de Clarence Seedorf não caiu bem nos bastidores do Corinthians. Segundo apuração, setores ligados à presidência de Osmar Stábile avaliaram negativamente a aposta no holandês — e o executivo de futebol Marcelo Paz, principal responsável pela negociação, corre risco de demissão antes do fim do campeonato caso o time não apresente reação imediata.
Por que Seedorf divide internamente
A resistência ao nome do holandês tem base concreta: Seedorf está sem trabalhar desde 2019 e acumula apenas 31% de aproveitamento médio nos quatro clubes que comandou. Para parte do entorno da presidência, trazer um técnico sem experiência no futebol brasileiro para uma situação de emergência foi uma aposta ousada demais — ainda que outros nomes mais óbvios tenham recusado o convite.
O desabafo de Gabriel Paulista piorou o cenário
O zagueiro jogou mais lenha na fogueira na zona mista após a goleada de 4 a 1 para o Palmeiras no domingo. Gabriel Paulista criticou publicamente a falta de proteção da diretoria ao elenco, revelou atrasos salariais e foi direto: “tem muita gente aqui dentro que não respeita esse clube”. A declaração escancarou a crise interna e aumentou ainda mais a pressão sobre Marcelo Paz.
O que está em jogo para o dirigente
A tendência, segundo apuração, é de que Marcelo Paz seja desligado antes do encerramento do Brasileirão se os resultados não mudarem. Ele conduziu as negociações com Seedorf e é apontado internamente como um dos responsáveis pela sequência mais longa de derrotas do Corinthians na era dos pontos corridos — oito consecutivas.
O que vem agora
Seedorf será apresentado nesta quarta-feira (14) e faz sua estreia na segunda (19), às 20h, contra o Vitória, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Brasileirão. O Corinthians está na beira da zona de rebaixamento e sem margem para erro.







