A abertura de 700 novos mercados internacionais desde 2023 posiciona o Brasil como um player significativo no comércio agropecuário global. Este desenvolvimento está atrelado a um impressionante crescimento de 30,7% nas exportações brasileiras para a União Europeia, comparado ao mesmo período do ano anterior, conforme revelou o ministro Márcio Elias Rosa em um evento em Brasília.
No total, de janeiro a setembro, as vendas do Brasil para a UE atingiram US$ 44,17 bilhões, representando um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Resultados Relevantes
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também comentou sobre a expansão do comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que já subiu mais de US$ 6 bilhões desde que o acordo foi assinado e começou a ser implementado em maio.
“As exportações nacionais tiveram um crescimento de 10,4% em 2026. O acordo Mercosul-União Europeia, desde maio, trouxe uma elevação de 30% em nossas exportações”, declarou Vieira.
O tratado entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase três décadas de negociações.
Crescimento Sustentável
Durante a cerimônia, o ministro Elias Rosa destacou que o avanço das exportações não se limita ao agronegócio; o comércio exterior brasileiro cresceu em média 10,5% em meio a um cenário global desafiador, repleto de tensões políticas e barreiras comerciais.
Ele enfatizou a importância do fortalecimento das relações comerciais com diversos mercados, creditando os resultados ao dinamismo das empresas brasileiras e ao suporte governamental ao comércio internacional.
“É a resiliência do setor privado que impulsiona este crescimento, especialmente no agronegócio. A agroindústria é a prioridade número um da nova industrialização do Brasil”, afirmou.
Sobre as relações com os EUA, Elias Rosa descreveu a situação como “delicada”, mas reafirmou a determinação em continuar o diálogo diplomático.
“Estamos comprometidos com a negociação”, ressaltou.
Novos Horizontes
A celebração dos novos mercados ocorreu no Ministério da Agricultura e Pecuária, ressaltando que o Brasil abriu 700 novos destinos para produtos agropecuários desde o início de 2023.
Essas aberturas foram realizadas em 99 locais, abrangendo países e blocos econômicos, graças a aprovações sanitárias para os produtos brasileiros.
O ministro André de Paula comparou esses números aos da gestão anterior, evidenciando um crescimento significativo.
“Foram 700 novos mercados, enquanto a administração anterior fez 241”, disse ele.
De Paula também falou sobre o desempenho contínuo do setor agropecuário e as expectativas para o futuro.
“O plano é alcançar 29% do PIB agropecuário neste ano, enquanto a safra de 2026/27 deve chegar a 366 milhões de toneladas”, enfatizou.
Objetivos Futuros
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) prevê que, desde 2023, o Brasil já exportou US$ 5,8 bilhões para esses novos mercados, com a expectativa de que as vendas alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
André de Paula reafirmou a ambição do Brasil de se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo até o fim do ano.
“Exportamos um total de US$ 169 bilhões até agora, apenas US$ 2 bilhões a menos que os EUA, mas esperamos finalizar como o líder global em alimentos”, concluiu.
O ministro também ressaltou os investimentos substanciais do governo na produção rural, incluindo o apoio ao setor agrícola empresarial e familiar por meio do Plano Safra.
“Este governo destinou mais de R$ 610 bilhões para o Plano Safra atual, e mais de R$ 1 trilhão nos quatro anos da administração Lula, evidenciando a relevância que atribuímos ao agro brasileiro”, destacou.
Além disso, de Paula mencionou a autorização dada pela China para a exportação de miúdos suínos e expressou otimismo por novas aberturas de mercado para produtos agropecuários do Brasil.
Fonte: Agência Brasil/EBC








