Imagine dedicar meses analisando candidatos e suas propostas, apenas para, no momento da votação, não lembrar o número a ser selecionado na urna. Isso é um erro que muitos eleitores podem evitar com um simples recurso: o uso de uma colinha.
A introdução das urnas eletrônicas mudou radicalmente a maneira como os brasileiros votam e realizam a apuração, mas ainda assim, nada substitui a eficácia de anotar os números em um papel.
O que trazer para sua votação?
A legislação brasileira permite que os eleitores levem anotações para ajudar na hora de votar, garantindo assim maior precisão na escolha.
É importante ressaltar que o celular deve ser deixado com os mesários antes de entrar na cabine de votação.
Essa restrição se aplica a qualquer dispositivo que tenha capacidade de registrar imagens ou sons. A medida visa proteger a privacidade da votação e prevenir fraudes.
Candidatos que se negarem a entregar o aparelho podem ser impedidos de votar e a situação pode ser oficializada pela mesa receptora.
Outra dica essencial é portar um documento de identidade com foto.
Embora o título de eleitor não seja um item obrigatório, ele facilita o processo por indicar a zona e a seção de votação. Baixar o aplicativo e-título é uma boa alternativa, pois oferece a versão digital do documento.
O e-título também disponibiliza dados sobre a zona e a seção eleitoral do eleitor. Não se esqueça de confirmar, no dia anterior, o local da votação atualizado.
Experiências do primeiro turno
A falta da colinha foi uma questão comum no primeiro turno das recentes eleições.
A governadora atual do Distrito Federal, Celina Leão (PP), talvez já estivesse se preparando para o próximo mandato se não fosse pela confusão de números, que levou milhares de eleitores a anular seus votos. Atualmente, ela disputa o segundo turno com Leandro Grass (PT).
No mesmo dia, 26 mil eleitores no DF digitavam 22, número do PL de Flávio Bolsonaro, resultando na anulação dos votos, visto que não havia candidatos do PL no pleito.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apoiado pelo presidente Lula, teve cerca de 204 mil eleitores confusos que, acreditando estar votando nele, digitaram o número 13 em vez do correto, que era 55. Assim, seus votos também foram anulados, resultando na vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.
Fonte: Agência Brasil/EBC








