O Ministério da Igualdade Racial tomou medidas para investigar um episódio flagrante de racismo ocorrido em um ato em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro. Na manhã do dia 25, ofícios foram enviados ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, solicitando apurações sobre o incidente que teve lugar na tarde anterior, dia 24.
Nas redes sociais, um vídeo se espalhou rapidamente, mostrando um apoiador bolsonarista branco arrastando um homem negro acorrentado durante um comício na Praça do Ó, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde Flávio Bolsonaro realizava seu evento de campanha.
Imagens e Reações
O vídeo revela que o apoiador estava vestido com uma jaqueta verde e branca, que trazia elementos da bandeira do Brasil, além de uma camisa azul e tênis na mesma cor. O homem negro, imobilizado, vestia uma camiseta listrada em vermelho e preto, bermuda preta e segurava um tridente. Enquanto isso, o manifestante proferia insultos raciais como “Luladrão, Satanás e Capiroto”.
O Ministério da Igualdade Racial se manifestou em nota, afirmando que “é inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada, especialmente por reproduzir uma dinâmica já reconhecida pela Organização das Nações Unidas como o maior crime já cometido contra a humanidade”.
O ministério acrescentou que ações como essas, especialmente em um período eleitoral, revelam as feridas históricas que a sociedade brasileira carrega desde o período de escravidão, impactando continuamente a nação.
Anielle Franco, deputada federal eleita pelo Rio de Janeiro, também comentou o episódio em sua conta na rede social X. Ela afirmou que acionaria o Ministério da Igualdade Racial para que fossem adotadas as devidas providências tanto para o caso de racismo no Rio quanto para um incidente de intolerância religiosa ocorrido em Belo Horizonte, ambos durante atos ligados a Bolsonaro.
Em Belo Horizonte, uma manifestante foi vista rasgando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em apoio a Flávio.
“Participei da live do Exército do Lula com Janones, Muka e Rafael Infante. Debatemos mobilização e virada de votos, mas não podemos ignorar os dois absurdos: racismo na Barra e intolerância religiosa em BH. Vou procurar o Ministério da Igualdade Racial para entender as respostas cabíveis. Não vamos deixar passar!”, afirmou Anielle em seu post.
Fonte: Agência Brasil/EBC







