O desenvolvimento repentino da fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos gerou surpresa entre seus aliados, incluindo o coordenador de sua campanha às eleições presidenciais, Rogério Marinho (PL-RN). Nesta terça-feira (27), ele declarou à imprensa que não tinha conhecimento do plano de saída do ex-candidato.
“A notícia nos pegou de surpresa, uma vez que ontem discutimos a importância de Flávio, após ter conquistado 60 milhões de votos, assumir um papel de liderança na oposição, especialmente considerando o impacto negativo que o atual governo tem acarretado ao país”, disse Marinho após uma reunião com outros políticos e parlamentares do PL em Brasília.
Reações e Informações Complementares
Flávio, que teria deixado o Brasil acompanhado pela esposa e filhas, enviou uma mensagem a aliados por volta das 8h desta terça, mencionando que iria “dar um tempo” antes de se comunicar novamente.
A partida clandestina para os EUA, cujos detalhes ainda não estão claros, ocorreu menos de dois dias após sua derrota nas eleições presidenciais. O evento foi relatado pela agência Reuters e corroborado por um interlocutor do governo dos EUA. Na esfera local, aliados como o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) também indicaram que a fuga teve de fato um respaldo real.
“Confirmado! Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA para evitar ser utilizado como moeda de troca em relação ao impeachment de Moraes!”, afirmou Jordy.
Até o momento, nenhuma autoridade, seja do Brasil ou dos Estados Unidos, fez comentários oficiais acerca da situação.
Investigações em Curso
Flávio Bolsonaro está sob investigação pela Polícia Federal (PF) em várias frentes, incluindo evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em fevereiro de 2027, seu mandato de senador pelo Rio de Janeiro expira, momento em que perderá o foro privilegiado.
No dia anterior à fuga, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, havia solicitado que Flávio entregasse seus passaportes à PF, mas os documentos nunca foram apresentados.
A ordem judicial, que se encontra sob segredo de justiça, foi revelada pelo senador em suas redes sociais. Essa determinação faz parte de um inquérito em que Flávio e seu advogado, Willer Tomaz, são investigados por lavagem de dinheiro.
Em decorrência do cumprimento irregular, os passaportes do parlamentar foram cancelados pela PF.
Flávio, em uma gravação divulgada recentemente, negou ter planos de sair do Brasil, afirmando que entregaria seus passaportes.
A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não obteve resposta.
Fonte: Agência Brasil/EBC








