O Corinthians decidiu condicionar as renovações de contrato dos atletas com vínculo até o fim de 2026 ao posicionamento dos candidatos à eleição presidencial do clube, marcada para 28 de novembro. Quem explicou a estratégia foi Julio Cesar, que assumiu a liderança do futebol após a saída de Marcelo Paz: a ideia de Osmar Stabile é saber quais jogadores são prioridade para as chapas antes de dar início às negociações, evitando comprometer o planejamento da próxima gestão.
“Queremos ouvir os candidatos primeiro para não comprometer o planejamento do próximo presidente”, explicou Julio Cesar em entrevista nesta quarta-feira (28).
Os nove jogadores com contrato no limite
Após a renovação de Zakaria Labyad — caso tratado à parte, pela lesão grave —, são nove atletas com vínculos se encerrando: André Ramalho, Angileri, Carrillo, Hugo, Allan, Matheus Pereira, Kaio César, Jesse Lingard e Vitinho.
Os casos considerados mais encaminhados são os dos jogadores que pertencem ao próprio clube: André Ramalho, Angileri, Carrillo, Hugo, Lingard e Vitinho. As tratativas devem avançar assim que houver consenso entre as chapas sobre as prioridades.
Já Allan, Matheus Pereira e Kaio César estão emprestados, o que adiciona uma camada de complexidade. Para mantê-los, o Corinthians precisaria fechar acordos com os clubes detentores dos direitos — e encontrar os recursos para isso.
A eleição como pano de fundo
Cinco chapas disputam a presidência do Corinthians para o triênio 2027–2029:
- Chapa 08 – Integridade: José Augusto Cardoso Mendes (presidente), Marcelo Kahan Mandel (1º vice), Mirella Havir (2ª vice)
- Chapa 09 – Basta: Ilmar Schiavenato (presidente), Susy Miranda Sanchez (1ª vice), Ernesto Teixeira (2º vice)
- Chapa 27 – Transforma Corinthians: André Castro (presidente), Everton Dumbrovsky (1º vice), Luiz Soares dos Santos (2º vice)
- Chapa 28 – Corinthians De Verdade: Sérgio Janikian (presidente), Antonio Jorge Rachid Junior (1º vice), Simone Martins dos Anjos (2ª vice)
- Chapa Todo Dia Pelo Corinthians: Rozallah Santoro (presidente), Joaquim Arruda (1º vice), José Mansur (2º vice)
Uma crise que vai além do gramado
Quem assumir em 2027 herda um clube em situação delicada. A dívida supera R$ 2,8 bilhões, o time enfrenta restrições de mercado por transfer bans e ainda tem pendências relacionadas a direitos de imagem. Na tabela do Brasileirão, o Corinthians está na zona de rebaixamento — o que torna o cenário ainda mais pressionado para qualquer renovação de planejamento.







