O São Paulo encontrou uma saída para manter o contrato com a Superbet sem violar as restrições à publicidade de casas de apostas: exibir no uniforme a marca Superscore, plataforma de estatísticas esportivas do mesmo grupo, mas que não opera como casa de apostas. A decisão foi tomada após reuniões entre clube e empresa e valerá pelo menos até o fim da temporada, enquanto o cenário jurídico ainda não tem definição.
A lógica por trás da mudança
A Superbet e o São Paulo optaram por preservar o vínculo comercial diante da expectativa de que as restrições possam ser revistas nos próximos meses. Usar a Superscore no lugar da Superbet é uma solução que contorna a proibição sem romper o acordo — o clube já havia estampado a marca alternativa em algumas partidas anteriores.
O que está em jogo no Congresso e no STF
A Medida Provisória nº 1.394/2026, que impõe as restrições à publicidade de apostas, ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, com votação prevista para novembro. Enquanto isso, 21 clubes acionaram o Supremo Tribunal Federal contra a proibição, e o ministro Luiz Fux agendou para 3 de novembro uma audiência com representantes do governo, das equipes e das empresas do setor. Até que haja mudança, a proibição permanece em vigor.
O impacto financeiro nos clubes
A restrição atingiu diretamente as finanças do futebol brasileiro. Dos 20 clubes da Série A, 13 tinham patrocínios de casas de apostas — contratos que, somados, ultrapassavam R$ 900 milhões fixos por temporada. Parte dos acordos foi suspensa provisoriamente; outros foram encerrados.
O governo federal sustenta as restrições como medida de proteção ao consumidor, citando riscos de endividamento, transtornos ligados ao jogo e possíveis práticas ilícitas como lavagem de dinheiro.








