A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, juntamente com a prefeitura e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, investiga uma alleged organização criminosa que estaria comercializando registros de óbitos de forma irregular para empresas funerárias na cidade. 

A Operação Luctus, em sua segunda fase, foi iniciada no dia 29 de setembro, com o objetivo de aprofundar as investigações. O grupo é suspeito de envolver-se em crimes contra a administração pública, corrupção, acesso não autorizado a informações confidenciais, lavagem de dinheiro, entre outros atos ilícitos.
“A operação foi desencadeada a partir de uma solicitação da prefeitura. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 21 locais, incluindo a casa de um policial civil, um funcionário municipal e diversos empresários do setor. A Corregedoria Municipal acompanhou os atos”, afirmou a SSP-SP.
Além de buscar a responsabilização criminal dos suspeitos, o foco da segunda fase da Operação Luctus é identificar fragilidades no sistema atual e propor melhorias para os mecanismos de controle interno e governança.
Entre as organizações implicadas, encontra-se a Velar SP, uma das quatro gerenciadoras dos cemitérios de São Paulo, que é responsável pela administração de seis deles, incluindo Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó.
Em resposta às investigações, a Velar declarou que tomou conhecimento da Operação Luctus através da mídia e, até o presente momento, não teve acesso aos documentos relacionados à decisão judicial que fundamentou as ações. A empresa se disponibilizou para colaborar com os inquéritos.
“A Velar reafirma seu compromisso com a ética em suas operações e o respeito às famílias atendidas, condena qualquer prática ilegal e reitera sua disposição em auxiliar as autoridades na elucidação dos fatos e na identificação de ações ilícitas por parte de qualquer indivíduo”, concluiu a nota.
Fonte: Agência Brasil/EBC








