Intitulada “Conectadas, Seguras e Vivas”, a nova campanha promovida pelo governo federal visa combater a violência contra as mulheres, ocorrendo de 20 de novembro a 10 de dezembro.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez o anúncio em sua participação no programa Bom Dia, Ministra, nesta quinta-feira (5).
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Márcia Lopes destacou a importância de ações práticas voltadas para a autonomia financeira das mulheres e o enfrentamento do racismo e do feminicídio.
“É essencial que estados e municípios se unam a essa causa. Discutimos aqui sobre todas as áreas da vida das mulheres e a responsabilidade da sociedade nesse processo.”
Ações e protocolos de proteção
Neste período de ativismo, o Ministério das Mulheres implementará diversas iniciativas para garantir acolhimento e segurança às mulheres em todo o Brasil, incluindo:
- Protocolo “Não É Não”: uma portaria que estabelecente um treinamento para fornecedores de serviços de entretenimento visando oferecer apoio às mulheres em situação de assédio.
- Inauguração da Primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira: prevista para Foz do Iguaçu (PR) até o final do ano, a unidade se tratará de uma parceria internacional no combate ao feminicídio.
- Espaços Digitais Livres de Violência: lançamento de um projeto em colaboração com a Unesco.
- Mobilização Nacional: realização do Dia M e o lançamento do livro “Quando o Estado Escuta”.
Autonomia e representatividade
Além do enfrentamento à violência, a ministra enfatizou a necessidade de integrar as questões de renda, trabalho e educação como bases de proteção das mulheres.
O ministério colabora com outras áreas por meio de iniciativas como o Programa Acredita e Mulheres Mil, estimulando a elaboração de diagnósticos sobre autonomia econômica nas esferas locais.
Além disso, Márcia Lopes celebrou o crescimento do número de mulheres no Congresso Nacional nas recentes eleições de 2026, observando:
“Embora algumas mulheres extraordinárias não tenham sido eleitas, houve um progresso na composição da bancada federal, aumentando o número de mulheres para 109, de 91 anteriormente.”
“Eleger mulheres negras e jovens é um passo significativo contra o machismo, a misoginia e os conservadores, que ainda precisamos confrontar.”
Fonte: Agência Brasil/EBC








