A criação de um grupo de trabalho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) visa desenvolver a Estratégia Nacional de Eletromobilidade no Brasil, em resposta ao aumento da frota de veículos elétricos e híbridos no país.
Esse grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), será responsável por reunir dados técnicos e propostas que direcionem o crescimento desta área.
Objetivos e Desafios
Entre os aspectos que serão abordados estão a infraestrutura necessária para recarga, os impactos no sistema elétrico, a cadeia produtiva de baterias, além de questões ambientais e mobilidade urbana.
O grupo terá a responsabilidade de avaliar a expansão da rede de recarga, a sustentabilidade dos minerais utilizados em baterias e o impacto do aumento da frota elétrico-híbrida na demanda de energia.
Para a elaboração de um diagnóstico sobre a eletromobilidade no Brasil, o grupo terá um prazo de 120 dias, que pode ser prorrogado uma vez por igual período.
Um relatório final será submetido ao CNPE ao término das atividades do grupo.
Cenário Atual do Setor
A criação dessa iniciativa acontece em um contexto de crescimento nas vendas de veículos eletrificados. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que, entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacados 381,6 mil veículos leves que são elétricos ou híbridos, um aumento quase de 70% em relação ao total do ano anterior.
Desses, 303,4 mil unidades são de veículos que necessitam de recarga elétrica, incluindo modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in, que representam aproximadamente 80% do mercado de eletrificados. Em setembro, esses veículos corresponderam a 19,8% das vendas de automóveis leves no Brasil.
De acordo com o MME, o setor está se desenvolvendo em linha com as previsões do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que espera um aumento na contribuição da eletricidade nos transportes e um crescimento na demanda por minerais estratégicos usados na produção de baterias.
A expansão do setor implicará, portanto, na necessidade de investimentos em infraestrutura para recarga e melhorias nas redes de distribuição de energia.
Fonte: Agência Brasil/EBC








