Após a classificação do Palmeiras para as quartas de final da Libertadores, o treinador Abel Ferreira deu uma entrevista coletiva. O treinador do time alviverde fez uma análise incisiva sobre a situação atual do futebol, criticou a pressão da mídia e elogiou o comprometimento de seus jogadores.
“Futebol está doente”
Abel iniciou sua fala criticando o ambiente do futebol atual, especialmente a pressão por resultados imediatos.
“Se não ganhar é fracasso, se não ficar em primeiro não presta, o segundo é uma merda. E não é só o futebol brasileiro, é o futebol de modo geral. O futebol está doente para os treinadores, presidentes, jogadores, pela imprensa”, afirmou.
O treinador também criticou a falta de reconhecimento pelo esforço dos atletas. “Estamos muito focados no primeiro lugar, mas ninguém pensa no esforço até lá.”
Pressão da imprensa
Abel falou sobre a pressão que o Palmeiras sofre diariamente.
“Já estamos acostumados à pressão da imprensa brasileira. Mas sabemos que esse jogo era o que poderia definir uma temporada. São poucas as equipes que estão em todas as competições”, disse.
Valorização do grupo
O técnico destacou o trabalho do Palmeiras desde 2020 e criticou quem não valoriza as conquistas.
“Esse Palmeiras que vocês veem agora, desde 2020, olhe para os rostos e conseguimos transformar uma equipe super ganhadora, valorizar o futebol brasileiro e os títulos que ganhamos. Pouca gente fala disso”, afirmou.
Elenco e entrega
Abel exaltou a entrega do grupo e disse que o time pode não ter a qualidade de outros, mas tem espírito.
“Esse é um grupo que tem muito talento, mas só talento não chega. Se só isso bastasse, o Brasil seria campeão todo ano. O Palmeiras é muito melhor, mas se comparar o espírito, o esforço não se negocia. Gostaria de ter full energy, mas terá entrega.”
União nos momentos difíceis
O treinador agradeceu à torcida e pediu união.
“Obrigado aos torcedores. É sobretudo nos momentos difíceis que se unem. Já ganhamos uma competição se vocês já esqueceram, e faremos o balanço no fim.”
Futebol como união
Abel encerrou com uma reflexão sobre o papel do futebol na sociedade.
“O futebol deveria unir as classes, as pessoas. É o país do futebol. Se não cuidarmos disso, ficará cada vez pior. Aceito as críticas, mas olhando hoje com a experiência, digo que o futebol está doente.”






