Léo Porto saiu satisfeito com o que viu em campo, mas insatisfeito com o placar. Em coletiva após o empate por 1 a 1 com o Vitória nesta segunda-feira (19), o técnico interino do Corinthians defendeu a postura do time — especialmente no primeiro tempo —, cobrou maior eficiência nas finalizações e descartou rachaduras no vestiário, apesar da sequência negativa.
“Tivemos um bom rendimento hoje, mas faltou concluir melhor.”
A escalação foi decisão conjunta com Seedorf
Léo Porto fez questão de deixar claro que a equipe que foi a campo não foi escolha sua isolada. A comissão técnica de Clarence Seedorf participou da definição durante a semana:
“A gente trabalhou em conjunto na semana. Tentamos trabalhar diversas formações e fizemos o que achamos que seria melhor para essa partida, especialmente. Os jogadores que iniciaram, decidimos juntos e pensávamos que era o melhor time.”
O que funcionou e o que faltou
O técnico interino destacou a movimentação de Rodrigo Garro entre as linhas e o equilíbrio de André e Breno Bidon na construção: “Fizemos um bom primeiro tempo, criamos superioridade por dentro, muitos bons movimentos do Garro recebendo passe entre linhas. O Bidon e o André fazem o time jogar — precisamos equilibrá-los, quando um ia atacar o outro ficava mais para trás para evitar os contra-ataques do Vitória.”
O problema foi a falta de conversão. Das chances criadas, nenhuma resultou em gol antes do pênalti no segundo tempo:
“No primeiro tempo, tivemos umas duas chances claras e faltou concluir a jogada bem. Temos que continuar trabalhando para chegar mais na área, ter fome de gol, fazer passe para frente, vertical, usar a profundidade para criar mais chances.”
O gol sofrido e o que vem pela frente
Léo Porto admitiu que o Corinthians foi punido de forma cruel, levando o gol do Vitória no único escanteio da equipe baiana no primeiro tempo:
“Hoje fomos penalizados pelo gol sofrido no único escanteio deles, depois de um primeiro tempo muito bom. Vamos trabalhar a parte defensiva — somos fortes nisso. Todos os jogadores estão envolvidos na marcação e acreditamos que essa é uma base forte. Vamos diminuir esses gols sofridos e, com isso, voltar aos caminhos das vitórias.”
Ambiente interno no Corinthians: incomodado, mas coeso
Após o desabafo público de Gabriel Paulista no jogo contra o Palmeiras, o técnico interino garantiu que o vestiário segue unido:
“Dentro do CT, o ambiente é muito bom. O grupo é fechado, se gosta, está unido. Está incomodado com a situação — trabalha forte, mas os resultados não vieram. Todos que trabalham no Corinthians acreditam na recuperação. Temos um ambiente de trabalho saudável e vamos seguir evoluindo.”
O Corinthians volta a campo no sábado (24), fora de casa, contra o Vasco, pela 32ª rodada do Brasileirão.





