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Home - Brasil

Brasil sob pressão para cumprir metas ecológicas estabelecidas

Editor by Editor
30 ago 2026
in Brasil
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A responsabilidade que o Brasil assumiu ao prometer
recuperar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 foi saudada por diversas instituições, incluindo a ONU. Porém, a expectativa agora é que essa ambição se converta em ações práticas e efetivas para enfrentar os desafios ambientais do país.

A urgência é clara: a promessa deve ser acompanhada de medidas concretas que realmente reverterão os danos enfrentados por ecossistemas essenciais.

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Desafios e esperança

  • Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030.
  • Sem acordo contra secas, comunidades vão sofrer, avaliam especialistas.
  • Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia.

Luiza Soares, especialista em sistemas alimentares na WWF Global, classifica a meta brasileira como “ambiciosa”, destacando a necessidade de resultados palpáveis.

“Para implementar esses objetivos, é fundamental uma abordagem integrada que alie a conservação à restauração dos ecossistemas, além de promover práticas de manejo sustentável e a transformação da agricultura”, ressalta Luiza.

“As comunidades que dependem dessas áreas devem ser integralmente envolvidas, especialmente nas regiões onde a degradação impacta a segurança alimentar e hídrica”, acrescenta.

Pedro Sena, conselheiro da Rede para Restauração da Caatinga (ReCaa), acredita que a sociedade deve monitorar de perto os compromissos assumidos pelo Brasil na COP17, realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia.

“Nosso foco agora deve ser a vigilância constante, para avaliarmos ano a ano nosso progresso em relação aos compromissos de conservação do solo”, opina Pedro.

Segundo Rafael Giovanelli, especialista do Instituto Escolhas, a meta deve ser acelerada, já que foi proposta com um atraso de 11 anos.

“É imprescindível que o Brasil fortaleça sua estrutura administrativa e financeira para colocar em prática esse compromisso. A proposta do Instituto inclui regulamentar a Lei de Recuperação da Vegetação da Caatinga e criar uma Secretaria Especial para o assunto, vinculada à Presidência da República, com poderes de ministério”, analisa Rafael.

Compromissos e expectativas

As metas de restauração do Brasil se alinham ao compromisso voluntário de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), adotado por mais de 130 países sob a Convenção da ONU para Combate à Desertificação (UNCCD).

Para alcançar a cifra de 163 mil km², o Brasil planeja várias iniciativas, incluindo restauração da vegetação nativa, investimentos em sistemas agroflorestais e ações em áreas de preservação, terras indígenas e bacias hidrográficas.

Os países participantes do LDN devem garantir a manutenção ou aumento de terras saudáveis em seus territórios.

A meta brasileira se baseia em dados de 2020, quando foram identificados 55,7 milhões de hectares potencialmente degradados. Assim, para cumprir a neutralidade até 2030, o Brasil precisa manter pelo menos essa mesma extensão.

Além disso, ações de prevenção e manejo sustentável estão projetadas para mais 3,51 milhões de km², elevando a meta total de LDN para 3,67 milhões de km², englobando restauração e conservação.

Destaque para a Caatinga

O Consórcio Nordeste, que congrega os nove governos da região, participou da COP17 para apresentar projetos voltados à restauração da Caatinga, buscando ampliar investimentos no semiárido. O grupo firmou um memorando de entendimento com a UNCCD, visando dar mais visibilidade ao bioma.

Por meio desse acordo, a expectativa é aumentar a cooperação técnica e facilitar o acesso a metodologias globais de neutralidade da degradação da terra, garantindo que a região Nordeste seja integrada em novas redes internacionais dedicadas a áreas áridas.

Carlos Gabas, secretário executivo do Consórcio Nordeste, considera esse documento um avanço significativo para o fortalecimento da região.

“A partir dele, estamos esperançosos de abrir mais canais e oportunidades para executar nossos projetos e ações voltadas ao Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, contribuindo assim com a redução da emissão de carbono e a degradação da terra”, afirma Gabas.

A secretária adjunta da UNCCD, Andrea Meza, elogiou o papel ativo que o Brasil assume na busca por soluções para os problemas relacionados à terra.

“O Nordeste é uma região fundamental para fortalecer uma rede de políticas voltadas à luta contra a desertificação, restauração de terras e resiliência climática. A formalização desta cooperação nos traz grande satisfação”, conclui Meza.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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