A recente admissão do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, revelou a ausência de qualquer evidência que sustentasse as alegações de fraude nas eleições. Essa declaração ocorreu no momento em que se intensificava a controvérsia envolvendo uma carta de Flávio, que deixou o Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva.
Na data de hoje, Marinho, que também ocupa a posição de senador pelo PL do Rio Grande do Norte, comentou em coletiva a respeito da carta de teor golpista postada por Flávio Bolsonaro em uma rede social. Na primeira versão dessa mensagem, o candidato se intitulava “o verdadeiro presidente” do Brasil, mas logo após foi publicada uma nova versão, na qual ele alterou a expressão para “líder do Brasil”.
Acusações sem fundamento
Questionado sobre as supostas fraudes que Flávio mencionou, Marinho teve que admitir que não há provas para apoiar tais afirmações. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso, pois não há evidências certas a esse respeito,” afirmou o senador.
Marinho interpretou a carta de Flávio como uma espécie de desabafo decorrente de sua decisão de deixar o país. Ele classificou Flávio como um “exilado”, embora tenha saído voluntariamente, sem qualquer ordem judicial. Além disso, Flávio enfrenta diversas investigações, incluindo acusações de lavagem de dinheiro e corrupção.
O ex-candidato revelou que, mesmo estando nos EUA, pretende liderar a oposição e correr riscos que os membros do PL não podem. Ele deixou o Brasil em um jato que partiu da Argentina, cumprindo apenas uma ordem judicial relativa aos seus passaportes.
Marinho também comentou sobre a declaração do ex-presidente Donald Trump, que afirmou não se envolver nas questões internas do Brasil. O senador concordou, enfatizando a necessidade de resolver os problemas do Brasil internamente, sem influência externa.
Na carta, Flávio alega que a eleição brasileira foi fraudada, o que eleva a controvérsia em torno da extensão do horário de votação, autorizado pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, que teria gerado uma suposta manipulação. Nas eleições do último domingo, Lula teve 64 milhões de votos, enquanto Flávio obteve um pouco mais de 59 milhões.
Contudo, as alegações de Flávio, sem qualquer comprovação, vão contra o resultado apurado e reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também receberam o aval de diversas organizações internacionais e líderes estrangeiros.
Fonte: Agência Brasil/EBC







