Nesta quarta-feira, 19 de agosto, o Brasil festeja o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, uma data criada para lutar contra a violência e a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero, além de promover os direitos das mulheres lésbicas.
A celebração remete ao 19 de agosto de 1983, quando no Ferro’s Bar, em São Paulo, um grupo de mulheres lésbicas resistiu à discriminação enfrentando a violência e o cerceamento da liberdade de expressão.
História do Ferro’s Bar
A mobilização naquele bar tornou-se um marco significativo da resistência lésbica no Brasil, simbolizando a busca por liberdade e direitos civis em um período de repressão durante a ditadura militar. As ocupantes do espaço exigiam a liberdade de existir, se expressar e se organizar sem medo de represálias.
Dentre as ativistas pioneiras desse movimento estava Rosely Roth (1959-1990), cujas contribuições foram fundamentais para a visibilidade e luta lésbica no país.
Publicação Histórico
A primeira edição do periódico Chana com Chana, lançado em 1981, trouxe à tona questões políticas e culturais direcionadas ao público lésbico, e foram publicadas 13 edições até 1987, se tornando um importante veículo de comunicação e advocacy.
Agosto: Mês da Visibilidade Lésbica
Além do Dia do Orgulho Lésbico, agosto é reconhecido no Brasil como o Mês da Visibilidade Lésbica, que também inclui a comemoração do Dia da Visibilidade Lésbica, em 29 de agosto, uma data estabelecida durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, em 1996 no Rio de Janeiro.
Incorporações à Bandeira Arco-íris
Durante o III Fórum Social Mundial, em janeiro de 2003, foi proposta a inclusão de símbolos lésbicos na bandeira arco-íris do movimento LGBT, visando garantir a visibilidade da luta pelos direitos das lésbicas.
Denúncias de Discriminação
Casos de discriminação ou violência contra pessoas LGBTQIA+ podem ser denunciados através do Disque Direitos Humanos, ligando para o número 100, disponível todos os dias, 24 horas.
A ligação é garantidamente sigilosa, e o serviço está à disposição para atender a denúncias de qualquer cidadão, quer seja vítima ou testemunha de violação de direitos humanos.
Fonte: Agência Brasil/EBC







