O técnico Jorge Jesus posicionou-se frontalmente contra o plano de redução gradual na cota de futebolistas estrangeiros aprovado pelos clubes das Séries A e B. Na visão do treinador, impor barreiras à presença de gringos no país não surtirá efeito na evolução técnica dos pratas da casa. Como parâmetro de sucesso, o ex-comandante do Flamengo mencionou o panorama europeu: “Portugal é um dos países que melhor forma jogadores, que melhores jogadores tem na Europa, e em Portugal, se o treinador quiser, podem jogar com 11 estrangeiros.”
Na mesma manifestação, o técnico português fez questão de exaltar o papel dos torneios regionais na formação de atletas no país. “O Brasil tem uma boa calendarização e não sabe. Espero que eles não acabem com os campeonatos estaduais, porque isso é um dos segredos do crescimento do jogador brasileiro”, declarou.
O plano de corte progressivo e o racha no conselho técnico
A diretriz deliberada pelos dirigentes altera o regulamento das competições nacionais a partir de 2027. O teto teto tático, que hoje autoriza a inclusão de até nove atletas vindos do exterior por súmula, passará por cortes contínuos de uma vaga por temporada até se consolidar em cinco inscritos por partida no ano de 2030. Vale destacar que a restrição se limita ao banco e aos titulares no dia do jogo, sem bloquear o número absoluto de contratos internacionais sob gestão de cada clube.
A aprovação da pauta não foi unânime. Apenas Flamengo, Bahia e Londrina votaram contra o dispositivo, alegando que o teto artificial mina a força financeira e a competitividade do futebol brasileiro no cenário continental.
Fomento à base e a criação de lista complementar no Brasileirão
Por outro lado, a medida conta com total respaldo da CBF e do Movimento dos Clubes Formadores, respaldados por levantamentos que apontam perda de espaço das revelações caseiras frente ao fluxo contínuo de importações sul-americanas. Para forçar a rotação da base no time de cima, a entidade passará a exigir o preenchimento de duas nominatas oficiais por partida: um grupo principal e uma lista de apoio reservada para atletas de até 23 anos.







