A eliminação da Copa Libertadores acelerou o planejamento do Corinthians para o restante de 2026. Em entrevista coletiva no CT Dr. Joaquim Grava, o diretor de futebol Marcelo Paz abordou a situação dos nove atletas que possuem vínculo apenas até o encerramento da temporada. Sob o gancho dos três transfer bans ativos que impedem novos registros, a permanência das peças atuais tornou-se prioridade estratégica para a manutenção do elenco.
Direção confirma situação de Labyad e negociações com Carrillo
De acordo com o dirigente alvinegro, o planejamento de renovações será tratado por etapas, priorizando os nomes de maior impacto técnico e respaldo legal:
“O Zakaria Labyad vai ter seu contrato renovado em função da lesão. Isso já está em andamento. E tivemos uma conversa inicial com os representantes do Carrillo. É o que podemos passar no momento. Os demais, a gente segue avaliando e talvez, no final do ano, tenha um direcionamento dos jogadores que ainda não conversamos”, declarou Marcelo Paz.
No caso do meia marroquino Labyad, a ampliação do vínculo é amparada pela legislação trabalhista. Após sofrer uma lesão grave que o tirou do restante da temporada, o atleta não pode ser desligado enquanto estiver sob tratamento do departamento médico.
Raio-x das pendências e impasse dos emprestados do Corinthians
Ao todo, nove jogadores encerram seus contratos até dezembro. A diretoria divide as negociações entre atletas em definitivo e peças cedidas por empréstimo:
- Atletas em definitivo (conversas simplificadas): André Ramalho, Angileri, Carrillo, Hugo, Jesse Lingard e Vitinho. O clube tem prioridade na extensão contratual, embora apenas o estafe de Carrillo tenha iniciado tratativas formais.
- Atletas emprestados (cenário complexo): Allan, Matheus Pereira e Kaio César. A permanência do trio depende da aquisição de direitos econômicos ou da renovação dos empréstimos junto aos clubes de origem — opção travada pela escassez de caixa.
Crise financeira e bloqueios na FIFA travam mercado alvinegro
O cenário de renovações ganha peso diante da asfixia financeira do Parque São Jorge. Acumulando um endividamento total superior a R$ 2,8 bilhões e atrasos no pagamento de direitos de imagem, o clube não conseguiu gerar receitas de vendas na última janela devido ao travamento nas negociações de André Luiz e Breno Bidon.
Impedido de contratar devido às sanções da FIFA (transfer bans), a extensão contratual dos nomes do atual elenco virou a principal ferramenta do departamento de futebol para garantir peças visando a temporada de 2027.






