O Corinthians pagou aproximadamente R$ 8 milhões à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para abater parte das parcelas atrasadas do acordo de renegociação de dívidas. Apesar do pagamento, o clube ainda tem cerca de R$ 19 milhões em prestações pendentes e precisa regularizar a situação para evitar o risco de rompimento do compromisso.
A diretoria alvinegra promete quitar os valores restantes o mais rápido possível. Caso o acordo seja revogado, a PGFN poderá retomar as cobranças judiciais e acionar as garantias previstas na negociação.
Acordo prevê pagamento em dez anos
Firmado em 5 de setembro, o acordo concedeu desconto de 46% sobre uma dívida que ultrapassava R$ 500 milhões. Com a renegociação, o Corinthians se comprometeu a pagar aproximadamente R$ 679 milhões ao longo de 120 meses.
Depois de cumprir as parcelas entre fevereiro e maio, o clube passou a registrar atrasos. A operação também contribuiu para reduzir em cerca de R$ 200 milhões o passivo total relacionado à dívida renegociada.
Entre as garantias oferecidas pelo Timão estão o Parque São Jorge, avaliado em mais de R$ 600 milhões, e receitas futuras provenientes da Timemania. Esses ativos podem ser atingidos caso as condições contratuais não sejam cumpridas e a cobrança seja retomada.
Crise financeira pressiona diretoria
O problema com a PGFN se soma a outras dificuldades nas contas corintianas. O último balancete citado pelo clube aponta uma dívida total de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Até julho de 2026, o déficit acumulado chegou a R$ 278 milhões, diante de uma previsão orçamentária de R$ 77 milhões negativos para o período.
Além dos compromissos tributários, o Corinthians também tenta regularizar os pagamentos ao elenco. Os direitos de imagem acumulam três meses de atraso, com uma dívida estimada em R$ 30 milhões.








