A Federação Paulista de Futebol (FPF) manifestou forte preocupação diante dos estudos do Governo Federal para editar uma Medida Provisória (MP) que pode proibir a operação de cassinos online no Brasil. O Corinthians endossou o posicionamento oficial da entidade ao lado dos rivais estaduais, ressaltando o risco financeiro que a medida representa para o futebol brasileiro, já que as empresas do setor constituem a principal fonte de receita publicitária do clube e do país.
Corinthians se une a rivais na defesa dos patrocínios
Embora Palmeiras, Santos e São Paulo tenham repercutido a nota da FPF diretamente em seus perfis no Instagram, o Corinthians optou por publicar o manifesto em seu site oficial. O apoio do Alvinegro era visto como estratégico nos bastidores, uma vez que o clube do Parque São Jorge estampa uma empresa de apostas como patrocinadora máster em seu uniforme e depende diretamente desses aportes para sustentar seu orçamento.
A nota conjunta afirma de forma contundente que a perda de verbas do setor de iGaming pode “acabar com o futebol brasileiro” e afetar áreas cruciais dos clubes:
- Categorias de base: Risco de redução drástica no investimento em novos talentos.
- Futebol feminino: Ameaça à manutenção e ampliação do orçamento da modalidade.
- Competitividade continental: Prejuízo na capacidade de investimento dos times do Brasil frente aos adversários da América do Sul.
Apelo dos clubes versus preocupação econômica do Governo
Apesar do forte posicionamento das entidades esportivas, o Governo Federal ainda não confirmou oficialmente a edição da MP. A FPF e a diretoria corintiana seguem acompanhando as movimentações em Brasília.
O impasse ocorre porque integrantes da ala econômica do governo enxergam a proliferação dos jogos e cassinos virtuais como um problema socioeconômico. Diagnósticos apontam que o alto volume de renda comprometido nesses sites afeta o orçamento das famílias brasileiras e reduz o consumo na economia real.








